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Randolfe diz que vai pedir anulação de sessão da CPMI do INSS que aprovou quebra de sigilo de Lulinha

Líder do governo acusa fraude na contagem e diz que recorrerá a Alcolumbre após aprovação de quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação dos Projetos de Lei do Congresso Nacional n°s 4, 6 a 11, 13, 15 (PLOA 2026), 16, 18 a 28 e 32, todos de 2025. Senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) em pronunciamento à bancada. Foto: Carlos Moura/Agência Senado (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

247 - O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), anunciou nesta quinta-feira (26) que solicitará ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a anulação da sessão da CPI do INSS que aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada após uma votação simbólica marcada por protestos e acusações de irregularidade na contagem dos votos.

Randolfe afirmou que a votação foi conduzida de forma fraudulenta. “Em um ato golpista, de fraude, desonesto eles fraudaram o resultado, 14 parlamentares estavam em pé (contra a quebra de sigilo)”, declarou o senador ao comunicar que pedirá a anulação do resultado.

Parlamentares da base governista também informaram que apresentarão representação no Conselho de Ética contra o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). De acordo com os governistas, Viana teria ignorado a manifestação de parlamentares contrários ao pacote de requerimentos colocado em votação.

A sessão foi marcada por tumulto após o anúncio do resultado. A votação ocorreu de forma simbólica, modelo em que os votos não são registrados individualmente. Viana orientou que os parlamentares contrários ao conjunto de requerimentos se levantassem. Ele contabilizou sete senadores em um quórum de 31 e declarou aprovados os itens da pauta.

Entre os requerimentos aprovados está a quebra de sigilo de Fábio Luís, de uma empresária apontada como amiga dele, de uma ex-publicitária do PT e de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. O pacote incluiu ainda pedidos de prisão, convocações e solicitações de informações a órgãos públicos e empresas investigadas. Ao todo, mais de 80 requerimentos foram apreciados em bloco.

Deputados como Rogério Correia (PT-MG), Paulo Pimenta (PT-RS) e Alencar Santana (PT-SP) contestaram a condução da votação. Eles se dirigiram à mesa da presidência da comissão para exigir a recontagem. Aos gritos, acusaram o presidente da CPI de ter agido de forma desonesta na apuração.

Segundo a base governista, 14 parlamentares teriam se levantado para votar contra os requerimentos — número que, se confirmado, alteraria o resultado. Após a retomada da reunião, Paulo Pimenta solicitou a anulação da deliberação “por erro material da contagem”.

“Vamos interpretar como uma ação deliberada do senhor para fraudar a votação. Diante desse fato, iremos até o presidente do Senado para solicitar a anulação da votação que teve aqui”, afirmou Pimenta durante a sessão.

O pedido foi rejeitado por Carlos Viana, que sustentou que a votação simbólica está prevista no regimento interno do Senado.

A CPI do INSS investiga a cobrança irregular de mensalidades associativas em milhões de benefícios previdenciários. Segundo parlamentares, o esquema envolveria entidades de fachada, consultorias e instituições financeiras com atuação no crédito consignado.

O requerimento para quebra de sigilo de Fábio Luís foi apresentado pelo relator da comissão, senador Alfredo Gaspar (União-AL). A justificativa, conforme relatado, é a suspeita de que ele teria atuado como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos operadores centrais das fraudes.

A aprovação do pacote aprofundou a disputa política dentro da comissão. O líder governista na CPI, Paulo Pimenta, criticou a definição da pauta e declarou que a oposição “blindou seus aliados”. Ele mencionou a ausência de convocação de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e doador das campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

O clima na CPI já vinha tensionado desde o adiamento do depoimento de Daniel Vorcaro, que seria ouvido na segunda-feira (23). Em seu lugar, a comissão recebeu a empresária Ingrid Pikinskeni, esposa de Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado como operador financeiro da Conafer. Ingrid negou envolvimento em irregularidades, mas deixou a sessão chorando após passar mal, o que levou à suspensão do depoimento.

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