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Gleisi critica promoção de Januário Paludo: "desserviço"

Gleisi Hoffmann critica promoção de Januário Paludo à PGR e classifica decisão como desserviço ao Ministério Público

Gleisi Hoffmann e Januário Paludo (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil | Reprodução/MPF)

247 - A ex-ministra e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) criticou nesta quarta-feira (8) a promoção do procurador Januário Paludo ao cargo de subprocurador-geral da República, classificando a decisão como um “desserviço” ao Ministério Público. Segundo ela, a escolha representa um sinal negativo à sociedade.

A manifestação foi feita por meio de publicação nas redes sociais, na qual Gleisi afirmou que a promoção, ainda que tenha ocorrido por antiguidade, não deveria ter sido concedida. O caso ganhou repercussão após decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF), comandado por Paulo Gonet, que oficializou as nomeações na terça-feira (7).

Críticas à atuação na Lava Jato

Na postagem, Gleisi declarou: “A promoção do lavajatista Januário Paludo ao posto de subprocurador-geral da República é um péssimo sinal que o comando do Ministério Público envia à sociedade. Mesmo que tenha sido conferido ‘por antiguidade’ e não ‘por mérito’, é um prêmio absolutamente indevido a quem atuou, junto com Moro e Dallagnol, numa farsa judicial anulada pelo STF por parcialidade e motivação política contra o presidente Lula”.

A ministra também criticou os métodos da operação Lava Jato e seus impactos institucionais. “Os métodos da Lava Jato foram repudiados pela comunidade jurídica e a operação provocou um enorme prejuízo ao país e às instituições. Premiar um de seus mais salientes integrantes é um desserviço ao Ministério Público e à imagem pública da instituição”, escreveu.

Promoções no Ministério Público

Além de Januário Paludo, outros dois procuradores regionais da República foram promovidos ao cargo de subprocurador-geral da República. Mônica Campos de Ré, que atuou na Lava Jato no Rio de Janeiro, foi promovida por merecimento. Já Carlos Augusto da Silva Cazarré, do Rio Grande do Sul, também integrou a lista de nomeados.

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