Edinho Silva critica submissão da direita por apoiar ataque dos EUA à Venezuela
Presidente do PT afirma que ação de Donald Trump ameaça soberania e cria precedente grave
247 - O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, fez duras críticas neste sábado (3) a setores da direita brasileira que celebraram a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. Para o dirigente, os aplausos à ofensiva representam uma postura de submissão política e configuram uma ameaça direta aos princípios da soberania nacional e da democracia na América do Sul. As informações são da Folha de São Paulo.
Segundo o dirigente partidário, o próprio presidente dos EUA, Donald Trump, deixou claro, em entrevista, que o interesse estadunidense está ligado à produção de petróleo, o que torna a intervenção ainda mais grave do ponto de vista político e econômico.
Críticas à direita brasileira e ao intervencionismo
Edinho afirmou que não há justificativa democrática para o apoio manifestado por setores conservadores brasileiros à ofensiva estrangeira contra um país vizinho. Na avaliação do presidente do PT, o episódio estabelece um precedente perigoso para a região.
“Não dá para entender os aplausos da direita brasileira sobre o ocorrido na Venezuela, é muita submissão. É gravíssimo o governo Trump invadir um país só por conta das reservas de petróleo. O precedente é gravíssimo, é hora do campo democrático brasileiro se unir, a democracia tem que vencer, o conceito de soberania não pode ser derrotado”, declarou.
Nota oficial do PT contra a ação militar dos EUA
Na manhã do mesmo dia, o PT divulgou uma nota oficial condenando de forma contundente a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. No documento, o partido classifica a operação como uma agressão direta ao país e ao seu povo.
“O Partido dos Trabalhadores (PT) condena veementemente a agressão militar dos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela e seu povo. Diante dos fatos divulgados, o ato se caracteriza como um sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama”, afirma a nota.
O texto também recorda que, em manifestação anterior, a legenda já havia alertado para a escalada do conflito, apontando motivações políticas e econômicas e destacando os riscos à estabilidade regional e à soberania dos países sul-americanos.


