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Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro pede ao STF investigação sobre vazamento de áudio com Vorcaro

Pedido de Rogério Marinho cobra apuração sobre origem das gravações, cadeia de custódia dos arquivos e acesso de agentes a dados sigilosos do caso Master

Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro (Foto: Edilson Rodrigues/Agência SenadoBanco Master/Divulgação)
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247 - O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça a abertura de investigação sobre o vazamento de áudios envolvendo o pré-candidato à Presidência e Daniel Vorcaro. A medida cobra apuração sobre a origem do material divulgado, a cadeia de custódia dos arquivos e os agentes que tiveram acesso às informações sigilosas do inquérito do Banco Master. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

O pedido foi protocolado após o site The Intercept Brasil divulgar trechos de conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. Nos áudios, o senador pede recursos milionários para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. A divulgação das conversas provocou desgaste na campanha do bolsonarista e ampliou a desconfiança dentro do Partido Liberal (PL) e no mercado financeiro.

Em um dos trechos revelados, Flávio chama Vorcaro de "meu irmão" e afirma que estará ao lado dele. No documento enviado ao STF, Rogério Marinho afirma que o objetivo da representação não é questionar a atuação da imprensa, mas identificar os responsáveis pela divulgação das informações.

"A liberdade de imprensa não elimina o dever estatal de apurar a origem de vazamentos de autos sigilosos", afirmou o senador na representação. O documento solicita a instauração de investigação específica para verificar eventual violação de sigilo funcional e a cadeia de custódia dos materiais divulgados.

"O que se pretende é a apuração da origem do vazamento, da cadeia de custódia do material divulgado, dos agentes que tiveram acesso aos elementos sigilosos e da eventual utilização indevida de informações protegidas por sigilo para fins de constrangimento público, interferência política ou desequilíbrio do devido processo legal", diz trecho da representação.

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