Bacelar denuncia ofensiva dos EUA e afirma que guerras seguem o petróleo
Coordenador da FUP liga ataque à Venezuela às maiores reservas de petróleo do mundo e critica discurso de “democracia” com uso da força
247 - A ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela voltou a provocar reações no movimento sindical brasileiro, desta vez com duras críticas do coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar. Para ele, a agressão militar segue um padrão histórico: sempre que um país tenta exercer soberania sobre seus recursos naturais estratégicos, especialmente o petróleo, passa a ser alvo de sanções, bloqueios e violência.
Em manifestação neste sábado (3), Bacelar afirma que a situação venezuelana se encaixa em um roteiro já conhecido na geopolítica internacional. Segundo ele, a Venezuela, por deter a maior reserva provada de petróleo do mundo, torna-se alvo recorrente de intervenções travestidas de defesa da democracia.
“Sempre que um país tenta decidir o destino dos seus próprios recursos, a resposta dos Estados Unidos vem em forma de sanções, bloqueios e violência”, afirmou o dirigente sindical. Para Bacelar, o discurso político utilizado para justificar a agressão esconde interesses econômicos claros.
O coordenador da FUP destaca que a condição da Venezuela como líder mundial em reservas petrolíferas ajuda a compreender a escalada militar. “A Venezuela tem hoje a maior reserva provada de petróleo do mundo. Isso ajuda a entender por que, mais uma vez, discursos travestidos de ‘democracia’ aparecem acompanhados de bombas, mísseis e agressões à população civil”, declarou.
Na avaliação de Bacelar, o ataque ao país sul-americano não é um fato isolado, mas parte de uma sequência de intervenções semelhantes promovidas ao longo das últimas décadas. “É mais um capítulo de um roteiro conhecido, que já vimos no Iraque, na Líbia e em tantos outros países”, afirmou, ao associar a ofensiva atual a episódios anteriores marcados por destruição e instabilidade prolongada.
Ao final da manifestação, o dirigente sindical reforça que a defesa da soberania nacional vai além de uma questão política ou econômica. “Defender a soberania é defender vidas, desenvolvimento e o direito dos povos decidirem seu próprio destino”, afirmou, antes de concluir com uma condenação direta à ofensiva: “Todo nosso repúdio”.


