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Após críticas dos EUA, ministro afirma que soberania do Peru não está ameaçada pelo Porto de Chancay

Hugo de Zela diz que instalação de propriedade chinesa cumpre integralmente as regulamentações peruanas

Porto de Chancay (Foto: Xinhua)

247 - O Peru descartou que as operações no porto de Chancay, de propriedade chinesa, próximo a Lima, capital do país sul-americano, representem risco à sua soberania. A declaração foi dada pelo ministro das Relações Exteriores do país, Hugo de Zela. Ele afirmou que "é absolutamente claro que a soberania não está em risco" e citou uma "longa lista" de autoridades peruanas que supervisionam as atividades na instalação, operada pela empresa Cosco Shipping Ports.

De acordo com a Bloomberg, Washington tem criticado repetidamente Lima por permitir que a Cosco construa e opere o porto, avaliado em 1,3 bilhão de dólares, alegando preocupações, sem provas, de que a instalação poderia futuramente abrigar navios militares chineses. O porto de Chancay foi concebido como um elo estratégico de comércio entre a Ásia e a América Latina.

Disputa entre China e Estados Unidos

O contexto de intensificação das agressões e intervenções estadunidenses na região sul-americana sob a presidência de Donald Trump, especialmente após o sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa na Venezuela em janeiro, transformou o projeto chinês no Peru em um símbolo das crescentes tensões entre Pequim e Washington.

Questionado sobre o debate geopolítico, Hugo de Zela disse que não seria do interesse do Peru inflamar o embate entre as duas nações e acrescentou que mantém comunicação constante com embaixadores para reforçar que o porto "cumpre integralmente as regulamentações peruanas".

Nos últimos anos, a China tem intensificado seus investimentos em território peruano. Por outro lado, os Estados Unidos designaram o país como aliado não pertencente à OTAN e negociam a construção de uma instalação naval a curta distância de Chancay.

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