PL vai recorrer ao STF contra inelegibilidade de Castro, diz Valdemar
Presidente do PL tenta reverter decisão do TSE e mantém plano de lançar Castro ao Senado
247 - O Partido Liberal (PL) pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida busca garantir a candidatura do político ao Senado nas eleições deste ano. Segundo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o partido aposta na possibilidade de revisão do caso pela Suprema Corte. As informações são da coluna do jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles.
Estratégia do PL no STF
Valdemar afirmou que a sigla acredita em uma reavaliação rápida da decisão e destacou que o julgamento no TSE não foi unânime. “Nós vamos tentar, no STF, reverter esse quadro. Isso deve ser rápido. Não foi por unanimidade [a condenação no TSE]. Então vamos trabalhar para reverter. Temos que lutar. Temos chance. Lá no TSE, só 3 são ministros do STF”, disse. O dirigente também argumentou que o Supremo pode adotar interpretação diferente daquela aplicada pela Justiça Eleitoral.
Partido descarta plano alternativo
Ao ser questionado sobre a existência de um plano alternativo caso a inelegibilidade seja mantida, Valdemar descartou qualquer mudança de rota. “Não temos plano B. Temos esperança. Tivemos voto a favor. Vamos tentar, temos muita chance“, afirmou. A ausência de uma estratégia alternativa indica que o partido pretende sustentar a pré-candidatura de Castro até uma decisão final do STF.
Entenda a decisão do TSE
A condenação de Cláudio Castro no TSE foi baseada em acusações de abuso de poder político e econômico. O tribunal analisou possíveis irregularidades em projetos sociais e na folha de pagamentos da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj).
Segundo a decisão, houve desequilíbrio no pleito anterior. Já a defesa do ex-governador sustenta que não existem provas robustas de participação direta do político nos fatos apontados.
No julgamento, votaram pela condenação as ministras Isabel Galloti, relatora do caso, e Cármen Lúcia, além dos ministros Antonio Carlos Ferreira, Estela Aranha e Floriano de Azevedo Marques. Por outro lado, os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques votaram pela absolvição.


