Marqueteiro de Flávio Bolsonaro fez campanha com apenas 0,8% dos votos em 2018
Eduardo Fischer assume a área de marketing do senador em meio à crise sobre mensagens com Daniel Vorcaro e filme Dark Horse
247 - O marqueteiro Eduardo Fischer, escolhido para comandar o marketing político da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, esteve à frente da campanha de Álvaro Dias (Podemos) em 2018, quando o então presidenciável recebeu 0,8% dos votos, o equivalente a 859.601 eleitores, e terminou o primeiro turno em nono lugar. As informações foram publicadas nesta quarta-feira (20) pelo AmadoMundo.com.
Fischer chega à equipe de Flávio Bolsonaro em meio à crise provocada pelas mensagens entre o senador e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, sobre recursos ligados ao filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).
O parlamentar teria negociado um valor de R$ 134 milhões para o longa. Dona da produtora GoUp Entertainment, uma das responsáveis pelo filme, Karina Ferreira da Gama admitiu que o empresário foi o principal responsável pelo aporte financeiro do filme. Ela disse que a produção tem orçamento de R$ 65 milhões.
A escolha do novo marqueteiro ocorre após a saída do publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, ex-policial e amigo de Flávio Bolsonaro. A mudança marca uma tentativa de reorganização da comunicação da pré-candidatura em um momento de pressão política sobre o senador.
Em 2018, Eduardo Fischer trabalhou na campanha presidencial de Álvaro Dias. O resultado nas urnas ficou distante das expectativas do candidato do Podemos, que encerrou a disputa em nono lugar no primeiro turno. Após a eleição, Álvaro Dias e Fischer terminaram a corrida presidencial em conflito. O episódio voltou ao debate político com a chegada do marqueteiro à campanha de Flávio.
A troca no comando da comunicação acontece em meio ao desgaste causado pelas revelações sobre conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. O caso ampliou questionamentos sobre o financiamento de Dark Horse e elevou a tensão no entorno político do senador.
A pré-campanha de Flávio Bolsonaro aposta agora em Fischer para reorganizar a estratégia de imagem e comunicação em um cenário marcado por pressão interna, crise de narrativa e maior exposição pública do caso envolvendo o Banco Master.


