HOME > Nordeste

“Não vai ter impunidade”, diz Vilma Reis sobre julgamento dos réus pelo assassinato de Mãe Bernadete

Júri ocorre em Salvador (BA) dois anos após assassinato de ialorixá e líder quilombola, morta com 25 tiros

Bernadete Pacífico e Vilma Reis (Foto: Reprodução)

247 - A socióloga e pré-candidata a deputada estadual na Bahia, Vilma Reis (PT), afirmou nesta segunda-feira (13) que o julgamento dos acusados pela morte de Mãe Bernadete representa um marco no combate à impunidade no Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela declarou: “Nós estamos aqui no Fórum Rui Barbosa, num julgamento que para nós é inédito e que é a construção de uma primeira resposta histórica contra a impunidade no Brasil”.

Vilma Reis destacou a mobilização de movimentos sociais. “Hoje é um dia histórico na Bahia, quando nós ocupamos o Fórum Rui Barbosa para dizer: Não vai ter impunidade”, afirmou. Ela reiterou que o caso mobiliza a sociedade por todo o país. “A sociedade brasileira inteira acompanha esse júri hoje na Bahia”, disse.

De acordo com informações do g1, o julgamento ocorre mais de dois anos após o assassinato de Mãe Bernadete, ialorixá e liderança do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

Mobilização e cobrança por justiça

Vilma também ressaltou a presença de organizações sociais no julgamento. “Nós estamos aqui, os movimentos negros, todos os movimentos sociais que se levantam e fazem a vigília democrática no sistema de justiça para que não tenha impunidade”.

A ativista pediu atenção nacional ao caso. “Que a justiça seja feita e que nesse dia de segunda-feira, esse 13 de abril de 2026, a gente fique atento em todo o Brasil e que as instituições afirmem, a partir do sistema de justiça, que a impunidade não pode continuar”.

Crime e julgamento

Mãe Bernadete foi morta em agosto de 2023 dentro de casa, na presença de familiares, após homens armados efetuarem 25 disparos. As investigações apontaram que o crime teria sido encomendado por um chefe do tráfico de drogas da região.

Dois réus são julgados nesta segunda-feira (13): Arielson da Conceição dos Santos, apontado como executor, e Marílio dos Santos, indicado como mandante e atualmente foragido. Ambos respondem por homicídio qualificado, além de outros crimes.

Vilma destacou a trajetória da líder quilombola ao comentar o caso. “Uma mulher que dedicou toda a sua vida para lutar contra as injustiças, liderança do Quilombo de Pitanga dos Palmares”. Ela também ressaltou a gravidade do crime: “Uma mulher negra, ialorixá e líder quilombola foi assassinada com 25 tiros. Nós não podemos ficar em silêncio”.

Artigos Relacionados