HOME > Brasília

Lira analisa recorrer ao STF contra acareação autorizada por Dino

Ex-presidente da Câmara avalia contestar medida em investigação sobre emendas do orçamento secreto

Arthur Lira (PP-AL) (Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados )

247 - O ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) avalia recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a autorização para que a Polícia Federal (PF) realize uma acareação entre ele e o deputado José Rocha (União-BA). Interlocutores do parlamentar indicam que ele considera apresentar uma petição contra a decisão do ministro Flávio Dino. As informações são do Metrópoles.

A acareação faz parte de investigação em tramitação no STF sobre a destinação de emendas parlamentares associadas ao antigo modelo do orçamento secreto. A medida foi autorizada por Dino para confrontar versões divergentes dentro do inquérito. O argumento central é que Lira ainda não prestou depoimento no inquérito que apura supostas irregularidades relacionadas ao orçamento secreto.

Contestação jurídica e estratégia de defesa

Nos bastidores, Lira classifica a acareação como inadequada e sustenta que não haveria base jurídica para esse tipo de procedimento antes de um depoimento formal. Ele também argumenta que não figura como investigado no caso, embora uma operação realizada em dezembro tenha tido como alvo sua ex-assessora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca.

Segundo relatos atribuídos a aliados, o parlamentar afirma ainda que o deputado José Rocha já teria sido confrontado por outros depoimentos prestados no inquérito, que indicariam divergências entre versões apresentadas por parlamentares ouvidos pela Polícia Federal.

PF busca esclarecer contradições

A Polícia Federal foi autorizada a confrontar diretamente os depoimentos de Lira e de José Rocha para esclarecer contradições identificadas durante a apuração. No âmbito da investigação, parlamentares relataram que a ex-assessora Tuca teria influência ampla na destinação de recursos.

Entre os relatos, consta que documentos e planilhas ligados à indicação de emendas eram enviados de forma informal, inclusive por aplicativos de mensagem. A data da acareação ainda será definida após a autorização do Supremo.

Artigos Relacionados