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'Governo vai virar o jogo porque está ao lado dos mais pobres e da democracia', diz Lindbergh após Senado rejeitar Messias

Deputado afirma que o Senado cede a pressões para blindar privilégios e destaca mobilização em defesa da democracia e dos mais pobres. Vídeo

Lindbergh Farias (Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara)

247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) sugeriu, nesta quarta-feira (29), que o Senado rejeitou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal por causa da atuação do chefe da AGU com o governo Lula para combater privilégios, retomar direitos sociais e enfrentar o crime organizado. O parlamentar também sinalizou que parte dos senadores desejava uma postura de Jorge Messias voltada a blindar políticos envolvidos em ações golpistas. Uma das propostas em tramitação no Congresso é o PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados por crimes de golpe.

“É hora de levantar a cabeça, saber quem está de que lado e retomar a mobilização. Disseram que a derrota do IOF era o fim do governo Lula, e nós viramos o jogo. Tentaram passar a PEC da Blindagem, e nós viramos o jogo. Vamos virar de novo, porque nosso lado é o do povo trabalhador, dos mais pobres, da democracia e da Constituição e enquanto eles se juntam para blindar privilégios, nós nos mobilizamos para defender o Brasil e o projeto liderado pelo presidente Lula!”, escreveu Lindbergh.

“O Senado precisa se explicar. No ano passado, surgiu nas redes a expressão ‘Congresso inimigo do povo’ porque setores do Parlamento se levantavam contra qualquer tentativa de tributar os super-ricos, enfrentar privilégios e barrar blindagens. Foi assim na PEC da Blindagem: aprovaram na Câmara, mas recuaram depois da pressão das ruas, dos movimentos sociais e da sociedade”, afirmou Lindbergh. 

Segundo o parlamentar, “essa lógica de blindagem volta com força”. “A Operação Carbono Oculto atingiu gente do sistema financeiro ligada ao PCC e conexões políticas; depois vieram Manguinhos, Banco Master e sucessivas tentativas de acordão para frear investigações. Só não pararam porque o governo Lula, a Polícia Federal e a atuação firme de Fernando Haddad permitiram que as apurações avançassem”, continuou. 

“É nesse contexto que o sistema se une para proteger cabeças e é nesse roteiro que entra a rejeição absurda de Jorge Messias, por 42 a 34, embora ele cumprisse todos os requisitos constitucionais de notável saber jurídico, reputação ilibada e preparo para o STF”.

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