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Governo Ibaneis colocou BRB em risco de forma consciente, diz Leila Barros

Senadora afirma que governo do DF ignorou alertas e expôs BRB a prejuízo bilionário

Leila Barros, relatora da Lei Geral do Esporte no Senado (Foto: Divulgação)

247 - A senadora Leila Barros (PDT-DF) afirmou que a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, reforça suspeitas de irregularidades na gestão da instituição e aponta responsabilidade do Governo do Distrito Federal nas decisões que levaram à atual crise.

A declaração ocorre após a Polícia Federal deflagrar nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga falhas de governança, operações sem lastro e negócios considerados irregulares envolvendo o banco Master.

“A prisão do ex-presidente do BRB, nesta manhã, reforça o que está claro desde o início: a gestão do Banco e o Governo do Distrito Federal, como acionista controlador, sob o comando de Ibaneis Rocha, colocaram o BRB nessa situação de forma consciente. Estamos falando de decisões que ignoraram alertas, atropelaram critérios de governança e colocaram em risco o patrimônio público dos brasilienses”, declarou a senadora.

Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta indícios de que a condução de operações financeiras expôs o banco público a riscos elevados, com aquisições de ativos sem garantias adequadas e possíveis inconsistências documentais.

Entre 2024 e 2025, cerca de 83% das operações realizadas pelo BRB envolveram ativos ligados ao banco Master, totalizando R$ 21,9 bilhões. Desse valor, aproximadamente R$ 13,3 bilhões apresentam indícios de problemas como ausência de lastro, falhas estruturais e irregularidades nos registros.

A senadora também defendeu o aprofundamento das investigações e a responsabilização dos envolvidos no caso.

“As investigações da Polícia Federal apontam indícios graves e precisam avançar até o fim, com transparência, para que haja responsabilização de todos os envolvidos. E o que esperamos é que eles arquem com o prejuízo bilionário causado.”

As apurações também identificaram possíveis contratos inadimplentes e registros vinculados a pessoas já falecidas, além de suspeitas de operações realizadas para sustentar financeiramente o banco Master, que enfrentaria dificuldades no mercado.

 

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