"Acabou o governo Ibaneis-Celina", diz Cappelli
Prisão de Paulo Henrique Costa pode implicar Ibaneis Rocha no Caso Master
247 - O pré-candidato ao governo do Distrito Federal, Ricardo Cappelli (PSB), afirmou que a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, marca um ponto de inflexão política no DF, em meio às investigações que apuram fraudes bilionárias e irregularidades na gestão da instituição financeira.
De acordo com a Polícia Federal, responsável pela Operação Compliance Zero, a nova fase da investigação levou à prisão de Costa nesta quinta-feira (16), sob suspeitas de falhas graves de governança, operações sem lastro e negócios considerados irregulares envolvendo o banco Master.
“Acabou o governo Ibaneis-Celina. O ex-presidente do BRB foi preso hoje. A PF encontrou o caminho da propina paga a ele. Foram 12 bilhões em fraudes. Alguém acredita que só PH levou propina? Ibaneis e Celina dizem que não sabiam de nada. Deboche”, disse Cappelli.
A operação cumpre ao todo sete mandados e investiga a condução de operações financeiras consideradas inadequadas. Paulo Henrique Costa já havia sido afastado do cargo por decisão judicial em novembro de 2025 e, posteriormente, demitido pelo então governador Ibaneis Rocha (MDB).
As apurações indicam que, entre 2024 e 2025, cerca de 83% das operações realizadas pelo BRB envolveram ativos ligados ao banco Master, totalizando R$ 21,9 bilhões. Desse montante, aproximadamente R$ 13,3 bilhões apresentam indícios de irregularidades, como ausência de garantias financeiras, inconsistências estruturais e falhas documentais.
A Polícia Federal também identificou possíveis contratos inadimplentes e registros vinculados a pessoas já falecidas, o que reforça as suspeitas sobre a fragilidade dos controles internos da instituição.
Segundo os investigadores, há indícios de que as operações foram realizadas para sustentar financeiramente o banco Master, que enfrentaria dificuldades para honrar compromissos no mercado. Entre os elementos analisados estão transações envolvendo ativos adquiridos sem pagamento e posteriormente repassados ao BRB.
Mensagens obtidas pela PF indicam ainda que o então governador Ibaneis Rocha pressionava a direção do banco por um desfecho na tentativa de aquisição do banco Master. Em junho de 2025, ele escreveu: “Não vou suportar esse desgaste”.
Ibaneis confirmou que cobrou uma solução para o caso, mas negou qualquer interferência indevida, afirmando que sua atuação teve caráter institucional diante dos possíveis impactos para o Distrito Federal.


