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Refinaria de Israel é alvo de novo ataque com mísseis

Refinaria de Haifa sofre segundo ataque em um mês, com danos à infraestrutura crítica e impacto parcial nas operações energéticas de Israel

Refinaria de Haifa, Israel (Foto: Reprodução/Reuters)

247 - A refinaria de Haifa, considerada a maior de Israel, foi atingida por mísseis pela segunda vez em menos de um mês, provocando danos à infraestrutura essencial e levantando preocupações sobre a segurança energética do país, segundo informações divulgadas pela WANA.

De acordo com relatos reproduzidos pela imprensa israelense, incluindo o Canal 13, o ataque ocorreu nas primeiras horas desta segunda-feira (30), afetando partes críticas da instalação. Em comunicado ao mercado financeiro, a empresa Bazan, responsável pelo complexo petroquímico, informou que “infraestrutura externa pertencente a terceiros, essencial para a operação do complexo, foi danificada e deve retornar ao funcionamento nos próximos dias”.

Apesar do impacto, a companhia afirmou que a maior parte das unidades de produção segue operando normalmente, enquanto outras estão em processo de retomada. O episódio marca a segunda ofensiva contra as instalações de Haifa em um curto intervalo de tempo, evidenciando a crescente vulnerabilidade do setor energético israelense diante da escalada de tensões na região.

O histórico recente inclui um ataque anterior, ocorrido em junho do ano passado durante um conflito de 12 dias, quando a refinaria foi diretamente atingida por mísseis, resultando na paralisação das atividades. Na ocasião mais recente, também foram registrados relatos de interceptações de drones sobre Haifa, além do lançamento de cinco foguetes em direção à cidade portuária no norte do país

A repercussão política foi imediata. Avihu Han, vice-prefeito de Haifa e líder da União das Cidades da Baía de Haifa para Proteção Ambiental, criticou duramente a condução do governo diante da situação. Ele acusou as autoridades de estarem “jogando roleta russa com a vida dos moradores de Haifa e com a segurança energética dos cidadãos israelenses”.

Han também destacou que a manutenção de operações industriais dessa magnitude em uma área densamente povoada representa uma falha grave de planejamento. Segundo ele, a permanência da refinaria no centro urbano expõe a população a riscos desnecessários e evidencia fragilidades tanto na política energética quanto na estratégia de segurança.

Os ataques contra instalações energéticas israelenses têm se intensificado desde o aumento das tensões no Oriente Médio. Episódios anteriores incluíram ofensivas atribuídas ao Iêmen, que, segundo autoridades israelenses, foram interceptadas antes de atingir seus alvos.

O cenário ocorre em paralelo a operações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel contra instalações energéticas dentro do Irã, ampliando o alcance e a complexidade do confronto regional e aumentando os riscos para infraestruturas estratégicas em diferentes frentes.

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