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Houthis do Iêmen fazem novo ataque contra Israel

Guerra no Oriente Médio se intensifica com ofensivas, negociações incertas e impacto global nos mercados

Combatente Houthi (Foto: Reuters)

247 - A guerra dos EUA e Israel contra o Irã ganhou novos contornos após Israel relatar um segundo ataque vindo do Iêmen.

O episódio ocorre enquanto ofensivas militares continuam, negociações seguem incertas e os efeitos da crise já atingem mercados globais e o fornecimento de energia.

De acordo com informações divulgadas pela agência Reuters, os militares israelenses afirmaram que o Irã lançou múltiplas ondas de mísseis contra o território israelense, além de um ataque adicional vindo do Iêmen, marcando apenas o segundo episódio desse tipo desde o início da guerra deflagrada por Washington e Tel Aviv.

Segundo o relato, dois drones lançados a partir do território iemenita foram interceptados na manhã desta segunda-feira (30), sem detalhes adicionais. A entrada dos houthis na guerra começou no sábado (28), quando passaram a disparar mísseis contra Israel, ampliando o alcance da guerra na região.

Em resposta, Israel afirmou que sua força aérea realizou ataques contra Teerã, mirando o que descreveu como infraestrutura militar. Nas últimas 24 horas até a noite de domingo, mais de 140 bombardeios foram conduzidos contra áreas do centro e do oeste do Irã, incluindo a capital.

Os ataques fazem parte de uma escalada que ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que há contatos diretos e indiretos com o Irã. Durante conversa com jornalistas, ele declarou: "Acho que vamos chegar a um acordo com eles, tenho quase certeza, mas é possível que não".Trump também avaliou que os novos líderes iranianos têm sido "muito razoáveis", após ataques que resultaram na morte do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, substituído por seu filho Mojtaba. Ainda assim, o cenário permanece incerto, com possibilidade de novas ações militares.

O Paquistão, que atua como intermediador entre Teerã e Washington, anunciou que se prepara para sediar "conversas significativas" nos próximos dias, com o objetivo de encerrar o conflito, que já dura um mês. Não há confirmação, porém, de participação formal dos dois países.

Do lado iraniano, o presidente do parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, criticou a postura dos Estados Unidos e rejeitou qualquer imposição externa. Em mensagem à nação, afirmou: "Enquanto os americanos buscarem a rendição do Irã, nossa resposta é que nunca aceitaremos humilhação".

Apesar das intensas ofensivas lideradas por Estados Unidos e Israel, os sistemas de mísseis e drones iranianos seguem operacionais. Países da região também registraram incidentes: o Kuwait informou ter interceptado cinco drones em áreas sob sua proteção.

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