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Iranianos formam corrente humana para proteger usina (vídeo)

População atende convocação de Teerã e cerca usina em meio a ameaças de Trump e tensão no Estreito de Ormuz

Iranianos reunidos ao redor da usina termoelétrica de Kazeroon, no sudoeste do país (Foto: Reprodução/Fars News)

247 - O governo iraniano mobilizou a população para proteger instalações estratégicas de energia, levando centenas de pessoas a formar uma corrente humana ao redor da usina termoelétrica de Kazeroon, no sudoeste do país, em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos. A ação ocorre após ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, e diante do prazo para reabertura do Estreito de Ormuz, considerado vital para o comércio global de petróleo. 

Iranianos atenderam a um chamado oficial transmitido pela televisão estatal e se dirigiram à usina na província de Fars, onde se posicionaram com bandeiras e cartazes em apoio ao governo. Imagens divulgadas pela agência iraniana Fars mostram a mobilização ocorrida na manhã desta terça-feira (7), evidenciando a adesão popular ao apelo das autoridades.

A convocação partiu de Alireza Rahimi, secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, que pediu a participação de diferentes segmentos da sociedade. Ele justificou a mobilização ao afirmar: "As usinas de energia são nossos ativos e capital nacional". O chamado foi direcionado a “todos os jovens, atletas, artistas, estudantes e universitários e seus professores”.

O contexto da mobilização envolve o ultimato dado por Donald Trump para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz até as 21h desta terça-feira (horário de Brasília). A região é estratégica para o fluxo de petróleo no mundo e, historicamente, tem sido foco de tensões entre o Irã e países ocidentais.

Não é a primeira vez que a população iraniana recorre a esse tipo de ação simbólica. Em momentos anteriores de crise internacional, cidadãos já haviam formado correntes humanas ao redor de instalações nucleares, demonstrando apoio ao governo e tentativa de proteção contra possíveis ataques.

Em meio à escalada retórica, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que há ampla disposição popular para defender o país. Em publicação nas redes sociais, declarou: "Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã".

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