EUA vão oferecer seguro e escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz, diz Trump
Presidente dos Estados Unidos anuncia seguro e escolta naval para manter fluxo de petróleo e evitar crise energética
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira que Washington oferecerá garantias de seguro e escolta naval a petroleiros e outras embarcações que atravessem o Estreito de Ormuz. A iniciativa tem como objetivo assegurar a circulação de petróleo e evitar uma crise energética em meio à guerra com o Irã.
Segundo O Globo, Trump afirmou que a U.S. International Development Finance Corporation (DFC) disponibilizará seguro “a um preço muito razoável” para preservar o fluxo de energia e as atividades comerciais no Golfo Pérsico. Ele também declarou que, “se necessário, a Marinha americana começará a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível”. “Não importa o que aconteça, os Estados Unidos garantirão o LIVRE FLUXO de ENERGIA para o MUNDO”, escreveu Trump nas redes sociais..
Impacto imediato no preço do petróleo
Após a declaração, os preços do petróleo reduziram parte dos ganhos acumulados nos últimos dias. O Brent, referência internacional, passou a ser negociado próximo de US$ 80 por barril após o fechamento.
As cotações vinham em alta desde que Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, provocando instabilidade no Oriente Médio e afetando o tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do suprimento mundial de energia. A escalada do conflito praticamente interrompeu o fluxo de petróleo pela região.
Seguro da DFC e retirada de cobertura privada
Trump não detalhou como funcionará o mecanismo de seguro a ser oferecido pela DFC. A instituição costuma atuar na mobilização de capital privado para países em desenvolvimento, reduzindo riscos de investimentos e oferecendo cobertura contra eventos políticos, como guerra e instabilidade.
O anúncio ocorre em um momento em que as maiores seguradoras marítimas mútuas do mundo retiraram a cobertura contra riscos de guerra para embarcações que ingressam no Golfo Pérsico. Embora alguns armadores tenham conseguido proteção junto a outros provedores, os custos dispararam.
Pressão política e reação do governo
A Casa Branca busca conter os efeitos da disparada do petróleo, que pode pressionar os preços dos combustíveis nos Estados Unidos. Caso os valores subam nas bombas, o cenário pode representar um desafio político para Trump antes das eleições de meio de mandato, previstas para novembro.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou a repórteres que o governo já previa o aumento nos preços da energia. De acordo com ele, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Energia, Chris Wright, lançarão um programa para mitigar os impactos. Trump também se reunirá com Wright e Bessent na Casa Branca para tratar do tema.


