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Conselho de Segurança da ONU rejeita uso da força no Estreito de Ormuz

China lidera oposição e impede avanço de resolução sobre uso da força no Estreito de Ormuz

Logo da ONU na sede da entidade em Nova York - 18/09/2025 (Foto: REUTERS/Jeenah Moon)

247 - O Conselho de Segurança da ONU enfrentou um impasse nesta terça-feira (7) ao discutir uma resolução que poderia autorizar o uso da força para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, uma das regiões mais estratégicas do conflito no Oriente Médio. A proposta previa que países adotassem “todos os meios defensivos necessários” para proteger embarcações comerciais, mas encontrou forte resistência entre membros permanentes com poder de veto. 

Segundo a reportagem, a votação ocorreu em meio a um momento crítico da guerra, marcado por intensificação de ataques e pelo ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã reabra totalmente o estreito. Apesar das negociações diplomáticas, China, França e Rússia já haviam indicado oposição ao texto.

A China, que mantém relações econômicas relevantes com o Irã — incluindo a compra de petróleo —, se posicionou contra qualquer autorização para o uso da força. O país tem defendido uma abordagem mais cautelosa, evitando escalada militar. 

Diante da resistência, diplomatas tentaram ajustar o texto ao longo dos últimos dias. O Bahrein, responsável por apresentar a resolução, chegou a retirar trechos que tornavam obrigatória a aplicação das medidas, numa tentativa de ampliar o apoio. Ainda assim, o esboço final manteve a possibilidade de uso da força por “um período de pelo menos seis meses (...) e até que o Conselho decida de outra forma”.

A versão mais recente do documento condena ataques iranianos a navios e incentiva países a adotarem ações coordenadas, “de natureza defensiva e proporcionais às circunstâncias”, incluindo a escolta de embarcações comerciais. O texto também exige que o Irã “cesse imediatamente todo ataque contra os navios” e qualquer tentativa de restringir a livre navegação, além de abrir margem para que o Conselho considere novas medidas contra violações.

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