Ataque dos EUA e Israel atinge orfanato perto de Teerã e deixa mortos
Bombardeio em complexo de caridade em Fardis causa vítimas e amplia denúncias sobre mortes de civis e crianças no conflito
247 - Um ataque conjunto atribuído a Estados Unidos e Israel atingiu um orfanato na cidade de Fardis, a cerca de 40 quilômetros a oeste de Teerã, resultando na morte de ao menos duas pessoas e deixando outras cinco feridas, segundo informações divulgadas pela agência iraniana Fars. O bombardeio atingiu um complexo recém-construído voltado ao acolhimento de crianças, agravando preocupações internacionais sobre o impacto da guerra em civis.
De acordo com a agência semioficial Fars News, citando autoridades regionais, o ataque ocorreu em uma instalação de caridade destinada a órfãos, evidenciando o alcance das operações militares em áreas não militares. A ofensiva integra uma série de bombardeios realizados no contexto da escalada entre Washington, Tel Aviv e Teerã, que já atingiu diversas cidades iranianas.
Organizações de direitos humanos têm criticado o elevado número de vítimas civis, especialmente crianças, e denunciado ataques a estruturas educacionais e residenciais. Dados divulgados pela agência estatal iraniana IRNA indicam que, apenas no país, ao menos 230 crianças morreram e cerca de 1,8 mil ficaram feridas desde o início dos bombardeios.
A pressão internacional também aumentou após relatos de outros ataques a alvos civis. Na sexta-feira (27), o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, intensificou o apelo para que o governo dos Estados Unidos divulgue uma investigação sobre um possível bombardeio contra uma escola primária em Minab, no sul do Irã. Segundo a mídia iraniana, esse ataque teria causado a morte de 168 crianças e 14 professores, sendo considerado o episódio mais letal até o momento.
Durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Türk destacou o impacto humano da ofensiva militar. “As imagens de salas de aula destruídas e pais em luto mostram claramente quem paga o preço mais alto pela guerra: civis sem poder nas decisões que levaram ao conflito”, afirmou.


