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Move Brasil fecha primeiro mês com R$ 1,9 bilhão em crédito aprovado e impulsiona renovação de frota de caminhões

Programa com juros mais baixos já viabilizou 1,7 mil operações e mira logística, segurança viária, sustentabilidade e conteúdo local

Geraldo Alckmin (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 – O programa Move Brasil completou um mês no domingo (8/2) com R$ 1,9 bilhão em créditos aprovados para 1,7 mil operações de compra de caminhões novos e seminovos em todas as regiões do País. Os números foram anunciados pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), durante visita a uma concessionária da Scania em Guarulhos (SP).

A informação foi divulgada pela Agência Gov, da EBC, que acompanhou a agenda de Alckmin e reuniu as principais declarações do vice-presidente sobre o impacto do programa na economia real, na logística e na segurança das estradas.

Crédito mais barato para autônomos e empresas e foco em sustentabilidade

Lançado oficialmente em 8 de janeiro, o Move Brasil oferece financiamento com taxas de juros mais baixas para caminhoneiros autônomos e cooperativados e também para empresas de transporte rodoviário de cargas. O objetivo é estimular a compra de veículos que atendam a critérios de sustentabilidade e de conteúdo local, isto é, produzidos no Brasil.

O programa disponibiliza R$ 10 bilhões em créditos, somando recursos do Tesouro Nacional e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Do total liberado até agora, R$ 44 milhões foram destinados a caminhoneiros autônomos.

Ao comentar os resultados iniciais, Alckmin celebrou o desempenho do programa e vinculou a política de crédito a efeitos diretos sobre produção, vendas e modernização do transporte. “Isso é ótimo”, disse, ao destacar o alcance das operações.

“Melhora a logística, a competitividade e a segurança”, afirma Alckmin

Na avaliação do vice-presidente, a renovação e ampliação do acesso ao crédito para o setor de transporte não se restringem ao mercado de caminhões, mas se conectam a uma agenda mais ampla de eficiência econômica e proteção nas rodovias. “Porque é a indústria fabricando mais, o comércio vendendo mais. Melhora a eficiência da logística do país, melhora a competitividade, reduz acidente. Mais segurança nas estradas e proteção ao meio ambiente. Então, é uma agenda muito positiva”, afirmou Alckmin.

A fala reforça o desenho do Move Brasil como política de estímulo com múltiplos efeitos: de um lado, incentiva a cadeia automotiva e o comércio; de outro, busca acelerar a modernização da frota, com impactos esperados sobre consumo de combustível, manutenção, emissões e condições de segurança.

Logística e comércio exterior pressionam demanda por transporte

Durante a visita a Guarulhos, Alckmin também chamou atenção para o peso do transporte rodoviário no escoamento de mercadorias e no funcionamento da economia. Segundo ele, o crescimento do comércio exterior tende a aumentar a demanda por logística, o que exigiria maior capacidade de transporte e frota mais eficiente.

“A exportação, no ano passado, batemos recorde: o produto precisa chegar ao porto, ao aeroporto. A importação foi recorde: precisa chegar, do porto e do aeroporto, até o comprador”, afirmou, ao relacionar o desempenho comercial com a necessidade de estrutura logística.

O vice-presidente mencionou ainda acordos fechados pelo Mercosul nos últimos anos — como União Europeia, Efta e Singapura, além de outras tratativas — ao sustentar que a dinâmica do comércio internacional pode ampliar o fluxo de mercadorias. “Então, nós precisamos de logística de transporte. E a demanda vai crescer. Vocês vão vender muitos caminhões”, declarou.


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