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      BNDES passa a deter participação de 4,4% na Eve, subsidiária de "carros voadores da Embraer

      BNDES passou a deter participação de 4,4% na Eve Air Mobility após aporte recente de R$ 400 milhões

      Protótipo do eVTOL foi apresentado na 45ª edição do Farnborough Airshow, na Inglaterra (Foto: Eve/Embraer/Divulgação)
      Paulo Emilio avatar
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      Reuters -  O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) passou a deter participação de 4,4% na Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer responsável pelo projeto do veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL), após aporte recente de R$ 400 milhões pelo banco de fomento, afirmou o diretor Alexandre Abreu nesta quinta-feira.

      O primeiro voo comercial do eVTOL da Eve, ou "táxi aéreo", deve ocorrer em 2027, informou o presidente-executivo da Embraer-X, Daniel Moczydlower, à Reuters no final de abril.

      O banco de fomento teve lucro líquido de R$13,3 bilhões no primeiro semestre, estável em relação ao mesmo período de 2024, conforme dados divulgados nesta quinta-feira, em resultado ajudado por operações envolvendo ações da JBS. Em termos recorrentes, o lucro aumentou 2% ano a ano, para R$7,3 bilhões.

      No segundo trimestre, o banco apresentou lucro total de R$7,7 bilhões e um resultado líquido recorrente de R$4,6 bilhões.

      O BNDES citou efeito positivo no segundo trimestre de R$901 milhões oriundo de operações com ações da JBS, sendo R$267 milhões com a venda de papéis e R$634 milhões com a dupla listagem da empresa no Brasil e nos Estados Unidos.

      O BNDES, que em maio vendeu ações da JBS, reduzindo sua fatia na processadora de alimentos a cerca de 18%, pretende destinar os recursos auferidos com vendas de participações societárias a novos investimentos em empresas mais ligadas aos setores de tecnologia, inovação e sustentabilidade, disse Abreu.

      No final de junho, a carteira de participações societárias do banco alcançou R$80,3 bilhões, de R$87,6 bilhões três meses antes. O banco citou ajuste a valor de mercado negativo de Petrobras (-R$6,2 bilhões) e alienação de ações de JBS (-R$2,5 bilhões), atenuados pela valorização de Copel (+R$1,3 bilhão).

      A carteira de crédito expandida do BNDES totalizou R$597,5 bilhões no final da primeira metade do ano, aumento de 13% ano a ano, com o índice de inadimplência de mais de 90 dias ficando em 0,03%, queda de 0,04 ponto percentual.

      Os desembolsos no primeiro semestre somaram R$54,6 bilhões, alta de 11% ante o mesmo período de 2024, enquanto as consultas por financiamento subiram 7%, para R$133,2 bilhões, e as aprovações de empréstimos cresceram 9%, para R$72,8 bilhões.

      O banco espera que os desembolsos totais aumentem no segundo semestre em relação aos primeiros seis meses do ano, com expectativa de que o apoio do BNDES ao plano de ajuda a empresas afetadas pelas tarifas dos EUA fomente consultas, aprovações e liberações de recursos nos próximos meses.

      "Não dá para fazer uma projeção, porque tem um fator muito importante que é o Plano Brasil Soberano. No ano passado, nosso desembolso foi muito afetado pela ajuda ao Rio Grande do Sul", disse Abreu, sugerindo que o banco poderá ter desembolsos acima de R$100 bilhões no segundo semestre.

      Uma das principais fontes do apoio às empresas será o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), que é gerido pelo BNDES. Cerca de R$30 bilhões devem ser direcionados ao Plano Brasil Soberano.

      Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, outras medidas de socorro também estão sendo estudadas pelo governo federal. "Teremos surpresas importantes... nós (do BNDES) vamos além do que será proposto pelo governo", afirmou.

      O retorno sobre o patrimônio (ROE) do BNDES ficou em 18,8% no primeiro semestre, declínio de 0,8 ponto ano a ano, enquanto o ROE recorrente recuou 0,3 ponto, para 10,3%.

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