Fluxo de capitais globais rumo ao Oriente
Como afirmou o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, em seu discurso de abertura do Fórum, a China está comprometida em ser uma "pedra angular da certeza"
CGTN – A reunião anual do Fórum de Desenvolvimento da China 2026 foi realizada entre os dias 22 e 23 deste mês, em Beijing. O evento contou com a participação de quase 100 executivos de empresas multinacionais.
Dentro do local da reunião, eles discutiram cooperação em temas como novos padrões de consumo, inteligência artificial e desenvolvimento verde e de baixo carbono. Do lado de fora, os executivos multinacionais fizeram diversas visitas ao Ministério do Comércio e a outras instituições governamentais, aproveitando as novas oportunidades apresentadas pelo início do 15º Plano Quinquenal da China.
Como afirmou o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, em seu discurso de abertura do Fórum, a China está comprometida em ser uma "pedra angular da certeza" e um "porto seguro" para o mundo.
Nos últimos dias, o 15º Plano Quinquenal tem sido mencionado repetidamente por investidores estrangeiros. Esse documento orientador para o desenvolvimento socioeconômico chinês nos próximos cinco anos define claramente sete objetivos principais, incluindo "alcançar resultados significativos em desenvolvimento de alta qualidade". O texto não é apenas um novo plano para o desenvolvimento da China, mas também uma nova oportunidade para o desenvolvimento global.
O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, demonstrou confiança no 15º Plano Quinquenal chinês. “Os chineses têm uma abordagem altamente planejada para o desenvolvimento por meio de planos quinquenais, com prioridades claras. O aspecto mais positivo que observamos é o alto nível de disciplina e execução demonstrado no avanço dessas questões”, disse o chefe da Volkswagen.
O diretor-geral da Viking Cruises China, Brendan Tansey, destacou a expansão do investimento na China. “O planejamento do governo chinês é extremamente voltado para o futuro, o que representa uma vantagem competitiva fundamental e é a razão pela qual ousamos aumentar nossos investimentos.”
Essa certeza e estabilidade também derivam do enorme potencial do vasto mercado chinês. No mundo atual, o protecionismo está em ascensão, e os mercados se tornaram um recurso escasso. Como a segunda maior economia do mundo, o mercado chinês não só é amplo em escala, como também possui um imenso potencial.
Durante o 14º Plano Quinquenal, o PIB per capita da China saltou de US$ 10.000 para mais de US$ 13.000, com o consumo de bens e serviços apresentando forte crescimento. Este ano, o governo chinês priorizou a construção de um mercado interno forte.
No Fórum, a China se comprometeu a importar mais produtos estrangeiros de alta qualidade e a trabalhar com todas as partes para promover um desenvolvimento comercial mais equilibrado e otimizado, expandindo conjuntamente o bolo econômico e comercial global.

Essa certeza e estabilidade também provêm da força inovadora da China. “Sempre que a economia mundial se livra das dificuldades e caminha rumo à prosperidade, isso não depende da competição por mercados existentes, mas da criação de novos mercados por meio da abertura e do progresso tecnológico.” A afirmação do governo chinês no Fórum impressionou o CEO da Volkswagen, que defendeu o incentivo a novos setores industriais por meio da inovação para impulsionar a indústria automotiva.
Essa certeza e estabilidade também decorrem da abertura cada vez maior da China ao mundo. Desde a operação aduaneira independente do Porto de Livre Comércio de Hainan até a implementação do Catálogo de Indústrias de Investimento Estrangeiro (edição de 2025) e do capítulo do 15º Plano Quinquenal dedicado à expansão da abertura de alto nível, a China emitiu um sinal claro: a porta da abertura não será fechada, mas será ampliada cada vez mais.
Durante uma visita recente ao Ministério do Comércio da China, Sean Stein, presidente do Conselho Empresarial EUA-China, disse: “Consigo citar quase todos os colegas do Ministério do Comércio aqui presentes hoje, pois temos interagido muito nos últimos anos e vocês ajudaram a resolver muitos problemas.”
O presidente da farmacêutica francesa Sanofi na China, Wayne Shi, compartilhou uma história: no primeiro dia útil do ano, o distrito de Jing'an, em Shanghai, convidou a empresa para uma reunião com o governo distrital para entender suas necessidades e resolver problemas no local. “Esse ambiente de negócios é um fator crucial para expandirmos nossos investimentos”, disse Wayne Shi.
Essa confiança está se traduzindo em ações: o Grupo BASF, da Alemanha, realizará a cerimônia de inauguração de sua base em Zhanjiang esta semana. O investimento de aproximadamente 10 bilhões de euros abrirá um novo capítulo no desenvolvimento da BASF na China. A KONE Elevators, da Finlândia, estabeleceu sua sede chinesa em Guangdong, que entrará em operação no final de março.
As gigantes farmacêuticas globais também estão intensificando seus esforços: a Eli Lilly, dos EUA, anunciou um investimento de US$ 3 bilhões; a AstraZeneca, do Reino Unido, construirá bases de produção em Guangzhou e Shanghai; e a base de produção de matéria-prima para insulina da Sanofi, avaliada em 1 bilhão de euros, teve sua construção iniciada no início deste ano… De janeiro a fevereiro deste ano, 8.631 novas empresas com investimento estrangeiro foram estabelecidas na China, uma alta de 14% em relação ao ano anterior.
Isso demonstra claramente que, apesar da ascensão do unilateralismo e do protecionismo, as forças que buscam a cooperação e promovem o desenvolvimento continuam a crescer, e a cooperação aberta e de benefícios recíprocos segue como a tendência dominante da atualidade.