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Zema defende prisão de ministros do STF e amplia críticas à Corte

Pré-candidato do Novo critica Moraes e Toffoli, cita caso Master e critica políticos de direita

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em entrevista coletiva (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

247- O ex-govenador de Minas gerais Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Novo, defendeu a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao ampliar críticas à atuação da Corte durante evento em São Paulo, mencionando o caso Master e também comentando o cenário político para as eleições de 2026. As declarações, segundo O Globo,  foram feitas nesta segunda-feira (13), durante um debate promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). 

Durante a conversa com jornalistas, Zema direcionou críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, citando acusações relacionadas às investigações do caso Master, que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o político, há questionamentos sobre a conduta de ambos no exercício do cargo. 

"Os intocáveis são aqueles que se consideram acima da lei (…). Principalmente dois ministros, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Esses dois, para mim, não merecem só processo de impeachment, merecem prisão", afirmou Zema.

O caso Master tem gerado repercussão no meio político e já motivou pedidos de impeachment no Senado contra os dois ministros da Suprema Corte. As acusações incluem suspeitas de conflito de interesse e comportamento considerado incompatível com as funções no STF.

Além das críticas ao Judiciário, Zema foi questionado sobre um vídeo divulgado nas redes sociais ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato à Presidência. A gravação faz referência a um conteúdo viral e sugere, em tom descontraído, a possibilidade de uma chapa conjunta.

Apesar da repercussão, o ex-governador minimizou o episódio e afirmou que o vídeo não deve ser interpretado como sinal de articulação política formal. Nos bastidores, no entanto, seu nome é citado como possível vice em uma eventual candidatura ligada ao PL.

Zema reiterou que mantém sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto e também fez críticas ao campo da direita, incluindo partidos aliados. Sem citar nomes específicos, afirmou que há divergências internas e defendeu uma postura mais rigorosa contra irregularidades.

"Eu sou uma direita que não tem corrupção, não tem escândalo. E tem direita aí que também está envolvida com coisas erradas. Então eu sou de direita, mas sou diferente. No PL eu acho que tem algumas frutas podres lá. No Novo, se tiver, a gente coloca para fora", afirmou. 

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