Treta na direita: 'somos adultos, vamos conversar', diz Flávio Bolsonaro em meio a racha familiar
Senador diz que vai procurar Eduardo, Michelle e Nikolas Ferreira e critica retomada de apuração sobre rachadinha contra Carlos Bolsonaro
247 - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (25) que pretende buscar diálogo para superar o conflito público envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A declaração foi dada após visita a Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, na Papudinha, em Brasília, por tramar um golpe de Estado.
Segundo o SBT News, Flávio minimizou a crise e sinalizou disposição para intermediar uma conversa entre os envolvidos. “Somos adultos, vamos conversar”, declarou. Em seguida, acrescentou: “Eu vou conversar, vou procurar todo mundo, como sempre fiz, porque a gente tem um objetivo maior”.
Embate público entre aliados
A tensão ganhou repercussão no sábado (21), quando Nikolas Ferreira rebateu críticas de Eduardo Bolsonaro, que o acusou de “amnésia” e de não estar suficientemente engajado na pré-campanha do irmão. Em reposta, Nikolas afirmou que o ex-parlamentar “não está bem”. “”“Discordo que eu tenha amnésia. Eu me lembro muito bem de todos os anos que fui atacado injustamente”, completou.
Após as declarações, Michelle Bolsonaro publicou, nos stories do Instagram, uma imagem em que aparecia preparando bananas para levar ao marido na prisão, em referência ao apelido pejorativo atribuído a Eduardo nas redes sociais.
Flávio afirmou que já conversou com o irmão e que ele se comprometeu a colaborar. “As pessoas têm que se colocar no lugar do Eduardo. É um cara que está fora do país contra a sua vontade, teve o seu mandato cassado, suas contas estão bloqueadas”, disse. O senador também negou que o episódio esteja relacionado a disputas pessoais. “Essa não é uma disputa de vaidade. A gente tem uma missão, que é resgatar o Brasil”, afirmou.
Retomada de investigação no Rio
O senador também comentou a decisão do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) de retomar a investigação envolvendo o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) e outras 25 pessoas por suspeitas de “rachadinha” na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Segundo Flávio, a defesa de Carlos sustenta que não há elementos novos que justifiquem a reabertura do caso. “Eu conversei com o advogado dele, falou que não sabe por que está acontecendo, já está arquivado, não tem nenhum fato novo”, afirmou.
A prática conhecida como “rachadinha” envolve a devolução de parte dos salários de assessores a parlamentares. Flávio declarou esperar que a retomada da apuração não esteja relacionada ao cenário eleitoral. “Eu espero que não seja um movimento político por causa da minha pré-candidatura”, disse.
Ele criticou o que classificou como possível pressão política. “Algumas pessoas têm essa mania de botar a faca no pescoço dos outros e inventar crime onde não tem, achando que com isso vai ter uma moeda de troca”, afirmou. Para o senador, “não tem absolutamente nenhum fundamento legal jurídico que justifique isso ser reaberto”.


