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Ministros se reúnem para definir resposta após EUA classificarem PCC e CV como terroristas

Ministros se reúnem no Planalto para alinhar reação à decisão dos Estados Unidos e reforçar defesa da soberania brasileira

Ministra Míriam Belchior (Casa Civil) e os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento) (Foto: Washington Costa/MF)
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247 - Ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúnem nesta sexta-feira (29), no Palácio do Planalto, para definir a estratégia de resposta à decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. As informações foram publicadas originalmente pelo jornal O Globo.

O encontro ocorre em meio à avaliação do impacto diplomático e político da medida anunciada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. A principal preocupação do governo é construir uma reação que preserve a posição brasileira de defesa da soberania nacional sem transmitir a imagem de complacência com grupos criminosos.

A reunião está prevista para o meio-dia e contará com a participação da ministra da Casa Civil, Míriam Belchior, do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.

O presidente Lula não participará do encontro porque cumpre agenda oficial em Sergipe. Ainda assim, integrantes do governo afirmam que a defesa da soberania nacional deverá ser um dos principais eixos do posicionamento brasileiro sobre o tema.

De acordo com a reportagem, a administração federal foi surpreendida pelo anúncio norte-americano, divulgado na noite de quinta-feira (28), sem comunicação prévia às autoridades brasileiras. O episódio levou o Palácio do Planalto a discutir cuidadosamente o tom da resposta oficial, especialmente em um momento de aproximação diplomática entre Brasília e Washington.

Nos bastidores, o governo brasileiro vinha atuando para evitar a classificação das facções como organizações terroristas. A estratégia defendida por integrantes da gestão Lula era ampliar a cooperação internacional em áreas como inteligência e investigação policial para enfrentar o crime organizado transnacional, sem recorrer ao enquadramento adotado pelos Estados Unidos.

A primeira manifestação pública de uma autoridade brasileira sobre o tema partiu do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim. Ao comentar a decisão norte-americana, ele afirmou que a "cooperação internacional é bem-vinda, mas pretexto para intervenção é inaceitável".

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