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Messias afirma a aliados que derrota no STF foi “golpe” de Moraes e Alcolumbre

AGU reage após rejeição no Senado e governo eleva tom contra ministros do Supremo

Jorge Messias (Foto: Ag. Senado)

247 - Jorge Messias afirmou a interlocutores estar indignado com a rejeição de seu nome ao Supremo Tribunal Federal (STF) e atribuiu a derrota a uma articulação política envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e ministros da Corte. O episódio provocou forte reação dentro do governo, que passou a tratar o caso como um embate político direto e elevou o tom nos bastidores.

As informações foram divulgadas pelo blog da jornalista Andreia Sadi, do G1, que relatou a avaliação de Messias e de aliados sobre o processo que resultou na rejeição de sua indicação. Segundo a apuração, o advogado-geral da União sustenta que houve interferência direta de integrantes do STF para influenciar o resultado da votação.

De acordo com relatos obtidos pela reportagem, Messias afirma que sua derrota não foi circunstancial, mas resultado de uma ação coordenada. A interlocutores, ele classificou o episódio como um “golpe”, citando nominalmente o ministro Alexandre de Moraes e também atribuindo participação ao ministro Flávio Dino.

Ainda segundo a apuração, o AGU tem atuado para mapear o que considera uma operação articulada contra sua indicação. Ele também indicou que não pretende recuar e que contará com o apoio do presidente Lula para reagir ao episódio.

Nos bastidores do Planalto, a leitura predominante é de escalada na relação com o Supremo. Integrantes do governo passaram a adotar um discurso mais duro, resumido na frase: “Agora é guerra”. A avaliação é de que o caso deixou de ser apenas uma disputa institucional e passou a representar um enfrentamento político mais amplo.

Aliados de Messias avaliam que, apesar da derrota, o episódio pode ter efeitos no cenário político. A interpretação é de que a situação contribui para reforçar a narrativa de alinhamentos entre diferentes atores políticos, ampliando o debate sobre a atuação de instituições e lideranças no processo.

Outro ponto que gerou desconforto no governo foi a participação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em um jantar na véspera da sabatina que terminou com a rejeição de Messias. Embora haja relação institucional entre Rodrigues e o Planalto, o episódio foi visto com insatisfação por integrantes do governo.

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