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Mauro Vieira dialoga com chanceler da Jordânia sobre crise no Oriente Médio

No sábado (28), o Irã bombardeou base na Jordânia que abriga caças dos EUA em resposta às agressões sofridas no país persa

Mauro Vieira (Foto: Mohamad Torokman/Reuters)

247 - O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou nesta terça-feira (3) com o chanceler da Jordânia, Ayman Safadi, para tratar da escalada do conflito no Oriente Médio. Vieira manifestou solidariedade ao reino jordaniano após os ataques retaliatórios do Irã, realizados em resposta à agressão conjunta de Israel e Estados Unidos contra o país persa no fim de semana, e demonstrou preocupação com a ampliação do confronto. As informações são do SBT News.

No sábado (28), a Base Aérea de Muwaffaq Al-Salti, na Jordânia, que abriga caças da Força Aérea dos Estados Unidos, foi bombardeada pelo Irã em resposta aos ataques realizados em Teerã. Outros países do Oriente Médio que mantêm relações com Washington também passaram a ser alvo de ações iranianas.

Na segunda-feira (2), o chanceler brasileiro já havia mantido contato com o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan. A iniciativa partiu do governo emiradense. Entre os temas abordados esteve o fechamento do espaço aéreo e os impactos no aeroporto de Dubai, considerado o maior do mundo, especialmente para turistas brasileiros em trânsito.

Relações com a Jordânia

O Brasil mantém relações diplomáticas consolidadas com a Jordânia, que é o único país do Oriente Médio a contar com adido de inteligência e da Polícia Federal brasileira. De acordo com o Itamaraty, o país árabe "desempenha papel de relevo na busca de soluções políticas para conflitos regionais, no combate ao terrorismo e no acolhimento de refugiados".

Ainda nesta terça-feira (3), Israel realizou um novo ataque em território iraniano. Segundo agências de notícias do Irã, o prédio onde ocorreria a assembleia destinada à escolha de um novo líder do país persa foi atingido. A Assembleia de Peritos, composta por 88 clérigos de alto escalão, escolheria o sucessor de Ali Khamenei, assassinado no sábado (28). Até o momento, a imprensa iraniana não informou se houve vítimas.

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