Mauro Vieira critica países que 'lucram com a guerra'
Chanceler defende cooperação internacional para evitar impactos globais dos conflitos
247 - O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou países que transformam a destruição provocada por guerras em oportunidades de lucro. A declaração foi feita durante agenda internacional na França, onde o chanceler participou, como convidado, de uma reunião do G7, grupo que reúne as sete maiores economias do mundo.
Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Vieira defendeu a necessidade de fortalecer mecanismos de cooperação internacional para evitar que conflitos locais gerem consequências negativas em escala global. As informações são da Agência Brasil.
Conflitos fragmentados ampliam impactos
O ministro destacou que os conflitos contemporâneos apresentam características diferentes das grandes guerras do passado, com múltiplos focos e dinâmicas distintas. “Elas [as guerras atuais] se fracionam e se manifestam em várias formas e modelos diferentes, como vimos em Gaza, na Cisjordânia e na Ucrânia”, afirmou.
Segundo ele, essa fragmentação amplia os efeitos das crises e torna mais complexa a busca por soluções duradouras.
Crítica à exploração econômica da guerra
Mauro Vieira também alertou para o uso dos conflitos como fonte de ganhos financeiros por alguns países. “Há países que querem aproveitar a destruição para obter lucros financeiros”, disse.
Para o chanceler, essa prática agrava os impactos econômicos globais e contribui para prolongar situações de instabilidade internacional.
Defesa da cooperação internacional
O ministro reiterou que a posição do Brasil diante dos conflitos internacionais é baseada na promoção do diálogo e da cooperação entre os países. Ele defendeu a construção e a preservação de mecanismos que favoreçam a convivência e a prevenção de crises.
“Este é também um dos papéis importantes que as Nações Unidas têm entre seus encargos, assim como os de manter a paz e a segurança internacional”, afirmou.
Brasil aposta na negociação para reduzir danos
Vieira destacou ainda que o Brasil busca manter uma postura equilibrada, propondo negociações que possam levar à resolução dos conflitos. O objetivo, segundo ele, é reduzir os impactos humanitários e econômicos.
Nesse sentido, o chanceler enfatizou a importância de iniciativas que permitam “salvar as vidas de civis e militares; e as infraestruturas econômicas que estão sendo destruídas na região”.


