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Marçal rasga elogios a Vorcaro e minimiza sua prisão: "Sinônimo de inteligência, até Jesus já foi preso"

“Mostrou um nível de inteligência que não esperava ver no Brasil”, afirmou

Pablo Marçal (Foto: Reprodução/YT)

247 - O empresário Pablo Marçal afirmou estar “impressionado” com a atuação de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, investigado no âmbito do chamado Caso Master. Em entrevista ao jornalista Paulo Cappelli, no portal Metrópoles, Marçal elogiou o que classificou como um alto nível de inteligência do banqueiro e minimizou os efeitos de sua prisão.

Durante a conversa, Marçal destacou que não esperava encontrar no país alguém com o perfil que atribui a Vorcaro. “mostrou um nível de inteligência que não esperava ver no Brasil”, afirmou. O empresário foi além e sugeriu que o nome do banqueiro poderia se tornar sinônimo de genialidade em expressões populares. “Eu acredito que o Vorcaro vai ser um cara que, quando alguém for usar uma expressão de alguém que é muito inteligente, vai falar assim: ‘Você é muito Vorcaro’. Você é muito arquiteto de algo que ninguém percebeu”, disse.

Ao comentar a prisão de Vorcaro, Marçal relativizou o impacto da detenção, citando exemplos históricos e religiosos para sustentar seu argumento. “Na prisão, José do Egito já ficou, Paulo já ficou, Jesus já ficou. A prisão não é um lugar que é o fim de uma pessoa. Ali pode determinar o fim se a pessoa for fraca”, declarou.

Na sequência, o empresário também mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando que a passagem pela prisão não teria afetado sua relevância política. “Nosso presidente do Brasil não ficou preso na cadeia por 580 dias? E continuou sendo inteligente. Eu tive coragem de assumir aqui que ele [Lula] é o político mais influente da história. Não foi a prisão que diminuiu, não. Ele não baixou a cabeça. Então quando você olhar para algo, esse algo não determina o futuro de uma pessoa. Determina se ela desistir”, afirmou Marçal.

O empresário também comentou a possibilidade de Vorcaro firmar um acordo de delação premiada para reduzir eventual pena. Na avaliação de Marçal, esse cenário é improvável. Ele acredita que o banqueiro poderá deixar a prisão em alguns anos mesmo sem colaborar com investigações ou revelar nomes de possíveis envolvidos no esquema.As declarações ocorrem em meio às investigações que apuram supostas irregularidades envolvendo o Banco Master, caso que segue sob análise das autoridades competentes.

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