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Lula trata rejeição de Messias como fato democrático, diz Sidônio

Ministro afirma que presidente encara decisão do Senado como parte do processo institucional

Sidônio Palmeira (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O presidente Lula reagiu com tranquilidade à decisão do Senado que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), segundo avaliação do ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira. Para o governo, o episódio se insere no funcionamento regular das instituições democráticas.

Em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Sidônio afirmou que o presidente “está tranquilo” diante do resultado. “Lula acredita que o processo faz parte do sistema democrático. Ele encaminhou um nome ao Senado, que aprova ou não a indicação”, declarou o ministro.

Derrota inédita no Senado

A rejeição ocorreu na quarta-feira (29), quando o plenário do Senado votou contra o nome de Jorge Messias por 42 votos a 34. O resultado representa um episódio inédito na história recente do país: é a primeira vez, desde 1894, que um indicado ao STF por um presidente da República é barrado.

Antes da votação em plenário, Messias havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 16 votos a 11, após mais de oito horas de sabatina. Apesar disso, não conseguiu reunir apoio suficiente entre os senadores na etapa final, mesmo após uma série de articulações políticas.

Governo descarta crise política

Sidônio Palmeira também negou que o episódio tenha provocado desgaste na relação entre o governo federal e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo ele, não procede a avaliação de que o vínculo institucional esteja comprometido.

Nos bastidores, aliados do governo apontaram a atuação de Alcolumbre como relevante para o desfecho da votação. O senador, por sua vez, nega ter atuado contra a indicação e defendia a escolha de outro nome para a vaga no Supremo.

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