Edinho vê "grave erro" do Senado ao barrar indicação de Messias para o STF
Presidente do PT afirma que rejeição inédita em mais de 130 anos gera instabilidade e politiza escolha técnica para a Suprema Corte
247 - O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o Senado errou ao rejeitar a indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), decisão inédita em cerca de 130 anos. Segundo ele, a análise deveria priorizar critérios técnicos, mas acabou envolvida em disputas políticas, o que pode gerar efeitos institucionais relevantes.
De acordo com o petista, a decisão do Senado introduz um fator de instabilidade no cenário político e institucional do país. Ele também destacou que a recusa representa uma interferência em atribuição tradicional do Poder Executivo, que indica nomes para a Suprema Corte.
Para o dirigente petista, a rejeição rompe uma tradição histórica e pode abrir precedentes. “Essa postura do Senado Federal também gera uma importante instabilidade institucional. Há 130 anos que uma indicação para a Suprema Corte não é recusada. Mais uma atribuição do Poder Executivo ‘é esvaziada pelo Legislativo’”, afirmou.
Edinho também criticou o que classificou como politização do processo. “O Senado também quis ‘politizar uma indicação para um cargo onde a formação técnica é o mais relevante’”, declarou, ao comentar a decisão dos parlamentares.
O presidente do PT ressaltou que o momento global exige estabilidade política e institucional. “Em um momento de tamanha instabilidade mundial, onde a racionalidade perde espaço para o ódio e para a intolerância, no Brasil deveríamos dar exemplos de paz política e estabilidade. Não existe na história registro de um país que tenha crescido economicamente na instabilidade política e institucional”, disse.
Ao defender o nome de Jorge Messias, Edinho enfatizou a trajetória do advogado. “Messias é um jurista sério, preparado e comprometido com o Brasil”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Sua rejeição não diminui sua trajetória, mas revela a disposição de setores do Congresso Nacional de enfraquecer o Judiciário brasileiro e transformar uma indicação qualificada em disputa política para enfraquecer a democracia”.
A decisão do Senado marca um episódio de forte repercussão política e institucional, com impacto direto na relação entre os poderes e no processo de escolha de ministros do STF.


