Justiça italiana autoriza extradição de Zambelli em novo caso
Decisão sobre extradição de Carla Zambelli envolve porte ilegal de arma e ainda permite recurso
247 - A Justiça da Itália decidiu autorizar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) em um novo processo relacionado ao porte ilegal de arma, conforme confirmou o embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza. A decisão ainda não é definitiva e pode ser contestada por meio de recurso, de acordo com as regras do sistema judicial italiano, informa o G1.
Segundo o embaixador, trata-se de um caso distinto de outro processo já analisado pela Justiça italiana, que também autorizou a extradição da ex-parlamentar. Nesse outro episódio, Zambelli foi condenada por envolvimento na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto, conforme apontaram as investigações.
Nesse processo, foram inseridos documentos falsos na base de dados do CNJ, incluindo um suposto mandado de prisão contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A condenação da ex-deputada pelo STF foi de 10 anos de prisão.
Zambelli possui cidadania italiana e deixou o Brasil em maio do ano passado, atravessando a fronteira com a Argentina antes de seguir para os Estados Unidos e, posteriormente, para a Itália. Como saiu do país após a condenação, ela é considerada foragida da Justiça brasileira.
Diante desse cenário, o STF formalizou um pedido de extradição, assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos. Atualmente, Zambelli permanece presa em Roma, já que as autoridades italianas consideram existir risco de fuga.
Apesar das decisões judiciais favoráveis à extradição, a palavra final cabe ao governo italiano. O Ministério da Justiça da Itália será responsável por avaliar os elementos apresentados e decidir se autoriza ou não a entrega da ex-deputada ao Brasil.
O processo ocorre com base no tratado de extradição firmado entre Brasil e Itália em 1993. O acordo prevê que ambos os países devem entregar indivíduos procurados para julgamento ou cumprimento de pena, dispositivo que já foi acionado diversas vezes desde sua entrada em vigor.

