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Hugo Motta barra avanço de CPI do Banco Master

Presidente da Câmara diz que seguirá regimento e que criação do colegiado deverá ficar no fim da fila de 16 requerimentos

Hugo Motta - 09/12/2025 (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

247 - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afastou a possibilidade de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. Ao comentar o tema nesta segunda-feira (9), Motta afirmou que seguirá a ordem cronológica dos requerimentos protocolados na Casa. A posição, na prática, inviabiliza o avanço do pedido apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), protocolado na semana passada. Atualmente, 16 requerimentos de CPI aguardam análise na Câmara, todos anteriores ao pedido relacionado ao Banco Master. As informações são do jornal O Estado de São Paulo

Decisão segue regimento interno da Câmara

Ao justificar sua posição, Hugo Motta destacou que o funcionamento da Casa é regido por normas claras e que não cabe exceção na análise dos pedidos. “A Câmara tem seu regimento, temos 16 CPIs protocoladas, temos que obedecer a ordem cronológica para poder decidir sobre a instalação ou não dessas comissões parlamentares de inquérito”, afirmou.

O presidente da Câmara também lembrou que, ao longo de 2025, optou por não autorizar a instalação de nenhuma comissão parlamentar de inquérito, reforçando que a decisão está alinhada ao momento político vivido pelo Congresso Nacional.

Pedido do Banco Master é o último da fila

O requerimento apresentado por Rodrigo Rollemberg, protocolado no dia 2 de fevereiro, é o único apresentado neste ano e ocupa a última posição na fila de pedidos. Entre os requerimentos mais antigos estão solicitações feitas desde agosto de 2023, como a apuração de possíveis irregularidades envolvendo empresas de venda de passagens aéreas promocionais.

Também constam pedidos protocolados em março de 2024 para investigar denúncias de exploração sexual infantil na Ilha do Marajó, no Pará, além de um requerimento de maio de 2025 que propõe a apuração de crimes digitais contra pessoas vulneráveis.

Ano eleitoral pesa contra novas CPIs

Outros temas na fila incluem investigações sobre o aumento do uso de crack no Brasil, denúncias de estupro contra mulheres e suspeitas de fraudes envolvendo sindicatos e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Apesar da diversidade de assuntos, o ambiente político tem sido apontado como um fator decisivo para a paralisação das análises. Embora o critério formal seja a ordem de apresentação, a avaliação sobre a instalação de CPIs é reconhecida como uma decisão política.

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