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Governo Lula não descarta novas medidas para conter alta dos combustíveis

Entre as alternativas em discussão, não está descartada a adoção de medidas com impacto fiscal, incluindo possíveis renúncias tributárias

Bruno Moretti, Dario Durigan e Alexandre Silveira (Foto: Washington Costa / Ministério da Fazenda)

247 - O governo federal avalia a possibilidade de adotar novas medidas para conter a alta dos combustíveis, caso o cenário internacional siga pressionando os preços do petróleo, informa a Folha de São Paulo. A estratégia busca evitar que os efeitos da guerra no Oriente Médio impactem diretamente o custo de vida da população brasileira, especialmente em itens essenciais como diesel e gás de cozinha.

A orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos auxiliares é agir para impedir que a escalada do barril no mercado internacional seja repassada ao consumidor final no país.

Recentemente, o governo anunciou um pacote de medidas estimado em R$ 30,5 bilhões com o objetivo de amortecer os efeitos da alta dos combustíveis. Entre as ações, estão a ampliação de subsídios ao diesel e ao gás de cozinha, além de iniciativas voltadas ao setor aéreo, diante da possibilidade de aumento no preço das passagens.

Mesmo com essas iniciativas, integrantes do governo admitem que o cenário ainda é incerto. A continuidade da guerra e a volatilidade do petróleo são fatores que mantêm a equipe em alerta. Enquanto uma ala mais otimista acredita que as medidas já implementadas serão suficientes, outra parte avalia que novas intervenções poderão ser necessárias.

Entre as alternativas em discussão, não está descartada a adoção de medidas com impacto fiscal, incluindo possíveis renúncias tributárias. A equipe econômica, no entanto, sustenta que o pacote anunciado não compromete o equilíbrio das contas públicas, uma vez que será compensado pelo aumento da arrecadação e pela elevação de impostos sobre produtos como o cigarro.

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