Lula cobra medidas para incluir "jogo do tigrinho" em pacote contra endividamento
Medidas visam reduzir endividamento e impacto das apostas na renda familiar
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia incluir restrições ao chamado “jogo do tigrinho” em um pacote de medidas voltado à redução do endividamento das famílias brasileiras, diante do impacto das apostas na renda e no aumento da inadimplência. Segundo a coluna da jornalista Milena Teixeira, do Metrópoles, o governo estuda detalhar as ações por meio de uma medida provisória.
Governo quer separar "tigrinho" de apostas esportivas
A proposta em discussão prevê diferenciar o “tigrinho” das apostas esportivas. Enquanto estas poderiam permanecer regulamentadas, o jogo seria alvo de restrições mais rígidas, com o objetivo de conter sua disseminação. A avaliação no governo é de que o avanço dessas plataformas tem impacto direto no orçamento doméstico, comprometendo parte significativa da renda das famílias.
Relatos de empresários influenciam decisão
O tema ganhou relevância após conversas do presidente com empresários, que relataram queda no desempenho de trabalhadores em função do envolvimento com apostas. Esse cenário levou o governo a tratar o problema não apenas como uma questão financeira, mas também como um fator que afeta a produtividade no país.
Medidas econômicas não chegam integralmente às famílias
No diagnóstico da equipe econômica, políticas recentes, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, não têm produzido o efeito esperado no orçamento das famílias. Parte disso se deve ao comprometimento da renda com dívidas e gastos em jogos.
Reunião no Planalto discute pacote
O assunto foi debatido em reunião realizada nesta terça-feira (7), no Palácio do Planalto, com a participação de ministros de áreas estratégicas. Estiveram presentes representantes da Casa Civil, do Trabalho e Emprego, da Gestão e Inovação, do Planejamento e Orçamento e da Secretaria de Política Econômica da Fazenda, além do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
O governo ainda avalia o formato final das medidas, mas a intenção é adotar ações que reduzam a inadimplência e limitem práticas consideradas prejudiciais à renda das famílias brasileiras.


