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Gilberto Waller diz que foi 'surpreendido' com demissão do INSS

Gilberto Waller Júnior nega motivação por filas no INSS. Ministro da Previdência afirma que governo faz opção por perfil mais técnico

Gilberto Waller Júnior, presidente do INSS (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

247 - A demissão do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, ocorreu de forma inesperada e sem comunicação prévia, segundo o próprio gestor. Segundo a jornalista Andréia Sadi, do G1, ele afirmou que foi informado da decisão na manhã desta segunda-feira (13), o que gerou surpresa e levantou questionamentos sobre os bastidores da mudança no comando do órgão.

Waller relatou que recebeu a notícia por volta das 10h30, sem explicações formais sobre quem teria determinado sua saída. “Fui surpreendido”, declarou. Segundo ele, não houve conversa direta com o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, apenas um contato com o secretário-executivo da pasta, que comunicou que a exoneração já estava definida.

Nomeado em 30 de abril do ano passado, em meio a um escândalo de fraudes na Previdência Social, Waller assumiu o cargo com a missão de reorganizar o INSS e recuperar a credibilidade do instituto. Ao longo de sua gestão, no entanto, sua relação com o ministro foi marcada por divergências, conforme relatos de bastidores que apontam falta de alinhamento e conflitos frequentes entre os dois.

O ex-presidente também contestou a versão de que sua demissão estaria ligada ao aumento das filas para concessão de benefícios. Segundo ele, o principal problema não estaria na administração direta do INSS, mas na estrutura mais ampla da Previdência.

Procurado pela reportagem, o ministro Wolney Queiroz confirmou a exoneração, mas apresentou uma justificativa diferente. Ele afirmou que o período inicial de reorganização do instituto já teria sido concluído e que o governo busca agora um dirigente com perfil mais técnico para conduzir a próxima etapa da gestão.

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