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Durigan defende soberania do Brasil sobre minerais críticos

Ministro da Fazenda afirma que terras raras exigem industrialização no país e não apenas exportação de matéria-prima

Dario Durigan (Foto: Washington Costa/MF)

247 - Durigan defende soberania do Brasil sobre minerais críticos e afirma que o governo quer transformar o projeto das terras raras em um eixo de industrialização, com geração de empregos qualificados e participação de universidades brasileiras.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira (6) que o projeto das terras raras é “muito importante” para o país, classificando a agenda como ampla, estratégica e alinhada às prioridades do governo federal.

A declaração foi feita durante participação no programa Bom Dia, Ministro, da EBC, empresa pública vinculada ao governo federal. Segundo Durigan, os minerais críticos devem ser tratados como ativos estratégicos do povo brasileiro, assim como outros recursos naturais essenciais.

“Os minerais críticos, como o petróleo ou como a água brasileira, que já são, os minerais críticos também devem ser reconhecidos como bem da União, como bem da população brasileira como um todo. Então, soberania sobre o território nacional”, afirmou.

Para o ministro, o Brasil não deve repetir, no setor de terras raras, um modelo econômico baseado apenas na exportação de produtos primários. Ele defendeu que o país avance na cadeia produtiva, agregando valor aos minerais e ampliando a capacidade industrial nacional.

Durigan também destacou a importância de um fundo garantidor voltado às terras raras. Na avaliação dele, esse instrumento pode estimular a entrada de capital e criar condições para que investimentos sejam direcionados ao desenvolvimento produtivo no Brasil.

“O Brasil é um país aberto ao mundo, mas não vai ser como foi com o café, como foi com a cana-de-açúcar, como é com o minério de ferro. Nós queremos fazer diferente com as terras raras”, declarou.

O ministro afirmou que o investimento estrangeiro é bem-vindo, mas ressaltou que a prioridade do governo é assegurar que a exploração dos minerais críticos contribua para a industrialização nacional.

“Então, claro que o investimento estrangeiro no Brasil é bem-vindo, mas nós queremos fazer o adensamento produtivo, nós queremos fazer a industrialização no Brasil, gerando emprego de qualidade no Brasil, em parceria com as nossas universidade”, completou.

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