Data de saída da Fazenda depende de reunião com Lula e de viagem aos EUA, diz Haddad
Definição ocorrerá após encontro com Lula e viagem prevista entre 15 e 20 de março
247 - A definição sobre a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda ainda não tem data fechada e dependerá de uma conversa direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de uma viagem oficial aos Estados Unidos. O encontro entre Lula e Haddad, segundo o G1, está previsto para esta quinta-feira (26), quando o cronograma deverá ser discutido.
Lula deve viajar a Washington entre os dias 15 e 20 de março, e a possível participação de Haddad na comitiva pode influenciar o momento de sua saída. O futuro do ministro após deixar a pasta permanece indefinido, embora ele já tenha manifestado interesse em atuar na coordenação da campanha de reeleição do presidente.
Reunião com Lula definirá cronograma
Ao comentar o assunto, Haddad deixou claro que a decisão está atrelada à agenda internacional. “Se eu for para os Estados Unidos, é uma data. Se eu não for, é uma outra data”, afirmou o ministro, indicando que o calendário poderá ser ajustado conforme sua participação na viagem oficial.
A reunião com Lula será determinante para estabelecer os próximos passos, tanto em relação à permanência no cargo quanto ao eventual desligamento do comando da equipe econômica.
Viagem aos EUA
A viagem presidencial aos Estados Unidos está prevista para ocorrer na segunda quinzena de março e a agenda em Washington inclui uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Entre os temas previstos para discussão estão as tarifas que ainda afetam produtos brasileiros, além de negociações sobre exploração de minerais críticos e terras raras. Também devem entrar na pauta medidas de combate ao crime organizado e debates sobre a situação política na América Latina.
Agenda com Donald Trump inclui tarifas e minerais
A reunião entre Lula e Donald Trump deverá abordar questões comerciais consideradas estratégicas pelo governo brasileiro. A tentativa é avançar em entendimentos que reduzam entraves tarifários e ampliem a cooperação em áreas sensíveis, como minerais críticos.


