Caso Master: EUA autorizam busca por bens de Daniel Vorcaro
Tribunal valida busca ampla para proteger credores e apurar fraudes
247 - A Justiça dos Estados Unidos autorizou o avanço das investigações sobre bens e ativos financeiros ligados a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A decisão permite ampliar o rastreamento de patrimônio, incluindo itens de luxo e movimentações financeiras, no contexto de um processo de falência internacional.
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o juiz Scott M. Grossman, do Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida, validou a estratégia do liquidante da instituição, a EFB Regimes Especiais de Empresas, para conduzir uma busca ampla por ativos possivelmente vinculados ao empresário.
Investigação ganha novo impulso
Com a decisão, foram mantidas 24 das 28 intimações direcionadas a entidades como galerias de arte e empresas do mercado de luxo. A Justiça entendeu que a amplitude da investigação é necessária para proteger os interesses dos credores e esclarecer possíveis irregularidades financeiras.
O processo ocorre no âmbito do “Chapter 15”, dispositivo da legislação americana voltado a casos de insolvência com impacto internacional. A fase atual envolve coleta intensiva de documentos e depoimentos, com o objetivo de identificar ativos ocultos e analisar transações suspeitas.
Limite imposto à investigação
Apesar da autorização para a busca ampla, o tribunal estabeleceu restrições importantes. A chamada “regra do processo pendente” impede o uso do procedimento simplificado para investigar a compra de uma mansão avaliada em US$ 32 milhões na Flórida.
Esse imóvel já é objeto de uma ação específica, protocolada em março de 2026, envolvendo a empresa Sozo Real Estate, além de Henrique e Natalia Vorcaro, pai e irmã do empresário.
Para os alvos diretamente relacionados a essa disputa — incluindo o Winter Park National Bank e a própria Sozo Real Estate —, o juiz determinou que a apuração deve seguir regras mais rigorosas, típicas de processos civis tradicionais.
Ajustes processuais e próximos passos
Outro ponto da decisão foi a anulação de uma intimação contra o Bank of New York Mellon por questões geográficas. Ainda assim, o liquidante poderá emitir uma nova solicitação, desde que respeite o limite legal de 100 milhas (cerca de 160 quilômetros).


