Base governista diz ter votos para barrar relatório final da CPMI do INSS
Base aliada e Centrão se unem para derrubar parecer controverso da CPMI do INSS
247 - O governo federal chega à etapa decisiva da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS com articulação consolidada para barrar o relatório que pede a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A movimentação política envolve partidos da base aliada e o Centrão, que ampliaram sua influência no colegiado às vésperas da votação. Segundo o jornal O Globo, a base governista reúne maioria tanto entre deputados quanto entre senadores da CPMI, embora o resultado ainda seja tratado como provável e sujeito a mudanças de última hora.
Governo amplia vantagem na composição da CPMI
O relatório de autoria do deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) propõe, além de outras medidas, a prisão de Fábio Luís. Apesar da mobilização da oposição para aprovar o parecer, a atual composição da comissão indica vantagem numérica do governo, sustentada por partidos como PT, PSD e PCdoB, além de integrantes do Centrão.
No Senado, a base governista conta com nomes como Randolfe Rodrigues (PT-AP), Humberto Costa (PT-PE), Eliziane Gama (PSD-MA), Rogério Carvalho (PT-SE), Teresa Leitão (PT-PE), Augusta Brito (PT-CE) e Jussara Lima (PSD-PI). Já a oposição reúne parlamentares como Marcio Bittar (PL-AC), Izalci Lucas (PL-DF), Eduardo Girão (Novo-CE), Rogério Marinho (PL-RN) e Damares Alves (Republicanos-DF).
Câmara reforça vantagem governista
Na Câmara dos Deputados, o cenário é ainda mais favorável ao governo. Entre os aliados estão Orlando Silva (PCdoB-SP), Rogério Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Dandara (PT-MG), além de representantes de partidos de centro que tendem a votar com o Executivo.
Do lado oposicionista, figuram nomes como Coronel Fernanda (PL-MT), Coronel Chrisóstomo (PL-RO), Marcel van Hattem (Novo-RS), Adriana Ventura (Novo-SP) e o próprio relator, Alfredo Gaspar, que defendem a aprovação do parecer.
Mudanças estratégicas marcam reta final
A atual correlação de forças foi definida por substituições recentes promovidas por partidos governistas e legendas do Centrão. As alterações ocorreram às vésperas da deliberação e são interpretadas por integrantes da CPMI como uma tentativa de garantir maioria para rejeitar o relatório.
Mesmo com a vantagem projetada, aliados do governo evitam cravar o resultado. Há incerteza sobre o comportamento de parlamentares de perfil mais pragmático, enquanto a oposição aposta em possíveis dissidências e no peso político do relatório para tentar reverter votos até o momento da votação.


