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"A casa caiu", diz Rogério Correia após revelação de que Flávio Bolsonaro pediu milhões a Daniel Vorcaro

Deputado defende CPMI do Banco Master e afirma que relação entre bolsonarismo e Centrão com o banqueiro “agora está clara”

"A casa caiu", diz Rogério Correia após revelação de que Flávio Bolsonaro pediu milhões a Daniel Vorcaro (Foto: Brasil 247 / Dall-E)
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247 – O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) reagiu com dureza às revelações publicadas pelo Intercept Brasil sobre as negociações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, inspirado em Jair Bolsonaro. Para o parlamentar, o caso expõe uma ligação política e financeira entre a extrema direita e o Centrão que precisa ser investigada pelo Congresso Nacional.

Em declaração após a divulgação da reportagem, Rogério Correia afirmou que “a casa caiu” para o clã Bolsonaro e defendeu a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o escândalo envolvendo o Banco Master.

Rogério Correia pede CPMI do Banco Master

O parlamentar afirmou que as novas informações reforçam a necessidade de investigação sobre a atuação do banco e sua relação com setores do bolsonarismo e do Centrão.

“CPMI já. O Congresso tem que abrir e estancar o que foi o acordo feito entre a extrema direita bolsonarista e o Centrão, agarrado às asas do Vorcaro e do Banco Master”, declarou Rogério Correia.

O deputado também relacionou o caso à movimentação política ocorrida em Brasília em torno do Banco Master e das tentativas de blindagem política do banqueiro Daniel Vorcaro.

Intercept revelou negociação milionária

A declaração de Rogério Correia ocorreu após o Intercept Brasil divulgar mensagens, áudios e documentos que indicam que Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Daniel Vorcaro o repasse de 24 milhões de dólares — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — para financiar a produção do filme Dark Horse.

Segundo a reportagem, pelo menos 10,6 milhões de dólares já teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025 para um fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos, ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.

Os registros obtidos pelo Intercept mostram cobranças feitas por Flávio Bolsonaro ao banqueiro em relação aos pagamentos da produção cinematográfica. Em um dos áudios divulgados, o senador alerta Vorcaro sobre o risco de “dar calote” em integrantes internacionais da equipe do filme, como o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh.

Flávio negou acusações

Questionado pelo Intercept sobre as negociações, Flávio Bolsonaro negou as informações.

“De onde você tirou essa informação? É mentira”, respondeu o senador ao ser abordado pela reportagem nas proximidades do Supremo Tribunal Federal.

As revelações aumentaram a pressão política sobre o entorno bolsonarista e reacenderam o debate sobre a atuação do Banco Master antes da prisão de Daniel Vorcaro e da liquidação da instituição financeira pelo Banco Central.

Escândalo amplia tensão política

A fala de Rogério Correia ocorre em um momento de crescente tensão política em torno das investigações sobre o Banco Master e seus vínculos com figuras da extrema direita e do Centrão.

Parlamentares da base governista passaram a defender publicamente uma investigação mais ampla sobre a atuação do banco, as operações financeiras ligadas ao grupo e possíveis conexões políticas envolvendo financiamento, influência institucional e movimentações no Congresso Nacional.

O caso também amplia o desgaste do bolsonarismo após a divulgação das mensagens que demonstrariam proximidade entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro até poucos dias antes da prisão do banqueiro.

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