
Pecém (CE), o Nordeste brasileiro e a guerra mundial dos fluxos e rotas
O hidrogênio verde, os corredores atlânticos e a reorganização energética mundial colocaram o Nordeste brasileiro no centro da disputa global

Reynaldo Aragon é jornalista especializado em geopolítica da informação e da tecnologia, com foco nas relações entre tecnologia, cognição e comportamento. É pesquisador do Núcleo de Estudos Estratégicos em Comunicação, Cognição e Computação (NEECCC – INCT DSI) e integra o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Disputas e Soberania Informacional (INCT DSI), onde investiga os impactos da tecnopolítica sobre os processos cognitivos e as dinâmicas sociais no Sul Global. Editor do site codigoaberto.net
218 artigos
Uma análise do cerco dos Estados Unidos ao Brasil e do teste decisivo de soberania que Lula enfrentará na Casa Branca
A saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP e a reação da China às sanções dos EUA expõem a disputa pelo controle dos fluxos de energia, rotas e comércio global.
O caso Messias não é um episódio. É o sinal de um processo que continua sendo interpretado de forma equivocada
A crise entre EUA, Irã e Israel já não se organiza em torno da destruição, mas da capacidade de controlar fluxos, impor custos e sair sem parecer derrotado
"O Peru deixou de ser um país periférico marcado apenas por instabilidade política para se tornar um ponto crítico da disputa global por poder"
A disputa global já não é por territórios ou recursos, mas pela capacidade de autorizar, bloquear ou inviabilizar a circulação de energia, capital e mercadorias
Ao recuar da Terrabras no momento em que potências disputam o controle das terras raras, o governo troca soberania por uma ilusão de mercado
A mídia brasileira traduz e legitima a doutrina de poder dos Estados Unidos, preparando a opinião pública para aceitar mecanismos de controle externo
De Palantir Technologies a outras gigantes do Vale do Silício, corporações deixam de influenciar o Estado e passam a redefinir o próprio conceito de poder
O avanço da mineração revela como direitos indígenas seguem sendo tensionados para viabilizar a expansão do capital sobre a Amazônia
Avança uma estratégia que tenta deslocar o Brasil para o campo da ameaça global e abrir espaço para pressão internacional, sanções e desestabilização política