
Uma grande derrota estratégica
O impasse militar no Oriente Médio e as evidências históricas de um sistema capitalista que depende da iminência da guerra para ordenar o poder global

Professor do Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional da UFRJ. Autor, entre outros livros, de Sobre a Guerra (Vozes, 2018)
73 artigos
O mundo está atravessando um momento de incerteza radical, e todos os caminhos e cenários futuros são mera especulação
O que estamos assistindo não é apenas o fim da ordem mundial do pós-II Guerra Mundial e do pós- Guerra Fria
O direito à guerra das grandes potências, herança westfaliana, acelera a corrida ao abismo e consolida um império do caos sob a hegemonia dos EUA
A pergunta que persegue a Argentina não é se pagará sua dívida, mas até quando aceitará trocar sua soberania pelo eterno papel de vassalo financeiro
Genocídio em Gaza expõe herança histórica dos bombardeios anglo-americanos e desmonta a pretensa superioridade moral do Ocidente
A China e seus grandes aliados estão dispostos a reorganizar e sustentar uma nova ordem mundial pacífica e igualitária, que respeite as várias civilizações
Enquanto a Europa aceitava sua vassalagem, o Brasil resistia e a China anunciava uma nova ordem. O eixo do poder global desloca-se definitivamente
O governo Trump declarou e está em plena “guerra comercial” contra todos os seus “aliados” do G7
Trump não criou o caos global, apenas acelerou o colapso de uma ordem internacional que já vinha ruindo desde os anos 1990
Olhando para o futuro, o que se consegue ver é um mundo atravessando um período muito longo de flutuação e turbulência, instabilidade e imprevisibilidade
Rússia vence, EUA e Grã-Bretanha se distanciam, UE enfraquece. O Ocidente, hegemônico por 200 anos, enfrenta possível virada histórica