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Venezuela denuncia ‘covarde sequestro’ de Maduro e anuncia prontidão militar

General Vladimir Padriño repudiou os 'assassinatos a sangue frio'. 'Ativamos a totalidade do espaço geográfico em fusão popular-militar-policial'

Vladimir Padriño López, ministro da Defesa da Venezuela (Foto: Correo del Orinoco )

247 - O ministro da Defesa venezuelano, o general Vladimir Padriño López, publicou neste domingo (4) um comunicado para afirmar que a “Força Armada Nacional Bolivariana rejeita de forma contundente o covarde sequestro do cidadão Nicolás Maduro Moros, Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela, nosso Comandante-em-Chefe, e de sua esposa, a Primeira-Dama Dra. Cilia Flores de Maduro”.

“Fato perpetrado ontem, 3 de janeiro, por correntes imperiais, após assassinarem a sangue frio grande parte de sua equipe de segurança, soldados e cidadãos inocentes”, diz o texto. 

“Respaldamos plenamente o Decreto de Estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, previamente assinado. Nesse mesmo sentido, o Governo Bolivariano garantirá a governabilidade do país, e nossa instituição continuará empregando todas as suas capacidades disponíveis para a defesa militar, a manutenção da ordem interna e a preservação da paz”, continuou. 

“Por conseguinte, ativamos em sua totalidade o espaço geográfico nacional e, em perfeita fusão popular-militar-policial, a Colocação em Completa Prontidão Operacional, a fim de integrar todos os elementos do Poder Nacional na missão de enfrentar a agressão imperial, formando um único bloco de combate para assegurar a liberdade, a independência e a soberania da Nação”.

No comunicado, o ministro também reconheceu que Delcy Rodríguez passou do posto de vice-presidenta para presidenta interina da Venezuela. Depois de sequestrados, Nicolás Maduro e sua esposa foram levados para Nova York. 

“Em atenção à decisão da Sala Constitucional do Tribunal Supremo de Justiça, datada de 3 de janeiro de 2026, mediante a qual se designa a cidadã Delcy Eloína Rodríguez Gómez, Vice-Presidenta Executiva da República, para assumir em condição de encarregada todas as atribuições, deveres e faculdades como Presidenta da República Bolivariana da Venezuela; em estrito cumprimento ao que está estabelecido em nossa Carta Magna, na Lei Orgânica sobre Estados de Exceção e na Lei Orgânica de Segurança da Nação”, acrescentou o texto assinado pelo general.

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