Turismo em Jammu e Caxemira soma 17,8 milhões de visitas em 2025
Crescimento ocorre apesar de desafios de segurança e desastres naturais, impulsionado por infraestrutura, conectividade e políticas públicas
247 - O turismo permanece como um dos principais pilares da economia de Jammu e Caxemira, na Índia, que registrou cerca de 17,8 milhões de visitas turísticas em 2025, mesmo diante de incidentes de segurança e de calamidades naturais. O resultado reforça a importância do setor para o território da Índia e evidencia a continuidade do fluxo de visitantes em um cenário considerado desafiador, segundo dados divulgados pela agência ANI.
Em discurso na abertura da sessão orçamentária da Assembleia Legislativa, o tenente-governador de Jammu e Caxemira, Manoj Sinha, afirmou que o desempenho positivo está ligado à melhoria da infraestrutura, ao fortalecimento da conectividade e à adoção de políticas focadas no desenvolvimento do turismo. Ele destacou que a concessão do status de indústria ao setor busca atrair investimentos e ampliar a geração de empregos, em um movimento voltado à formalização e expansão da atividade.
Sinha explicou ainda que a administração tem trabalhado para promover o turismo ao longo de todo o ano, com a criação de novas atrações e a diversificação das opções oferecidas em diferentes regiões. Um dos projetos recentes foi a abertura do Bagh-e-Gul-e Dawood, o primeiro Jardim de Crisântemos da Caxemira, inaugurado para turistas em outubro de 2025. Com mais de 50 variedades de flores, o espaço foi planejado para atrair visitantes no outono, complementando o tradicional Jardim de Tulipas, que se tornou um dos principais pontos turísticos da primavera.
Além de novos empreendimentos, experiências tradicionais seguem como parte central do apelo turístico da região. Em Gulmarg, o passeio de trenó continua sendo uma das atrações de inverno mais populares. A descida em trenós artesanais de madeira, conduzidos por moradores locais vestidos com trajes típicos, oferece uma experiência marcada pelo contato direto com a neve e pela ausência de equipamentos mecânicos.
Para os visitantes, o passeio se destaca como um dos momentos mais marcantes da viagem. “Foi minha primeira vez, e eu realmente gostei. Ver essa neve é incrível — é algo que se deve vivenciar pelo menos uma vez. Criamos memórias para a vida toda por meio de fotos e vídeos”, relatou a turista Sanjana.
A atividade também tem papel fundamental na economia local. Irshad Ahmad, que trabalha como condutor de trenó, afirmou que entre 1,6 mil e 1,7 mil pessoas dependem diretamente do turismo apenas em Gulmarg. “Muitas famílias dependem dos passeios de trenó durante o inverno. Toda a Caxemira depende do turismo”, declarou, ao destacar a importância da atividade para a sobrevivência econômica das comunidades em períodos de clima rigoroso.
O tenente-governador ressaltou ainda que o governo tem dado atenção especial à retomada do turismo de peregrinação em Jammu, ao incentivo ao turismo de aventura na Caxemira e à promoção do ecoturismo em áreas tribais e de fronteira. Segundo ele, medidas de fortalecimento da confiança, melhoria no atendimento aos visitantes e maior articulação com os setores envolvidos têm ajudado a manter o fluxo turístico mesmo em momentos difíceis.
Outro impulso relevante para o turismo e para a economia regional veio com a ampliação da conectividade ferroviária com a Caxemira, classificada por Sinha como um marco histórico. Um novo departamento ferroviário foi aprovado para Jammu e Caxemira, enquanto obras de expansão e modernização seguem em andamento na estação de Jammu-Tawi.
O governo também planeja implementar um grande projeto voltado ao desenvolvimento sustentável de novos destinos turísticos, com participação dos setores público e privado. A iniciativa busca criar novos polos de visitação, conciliando preservação ambiental e geração de empregos locais. Autoridades observam que, desde a revogação do Artigo 370, em agosto de 2019, a execução das políticas públicas se tornou mais ágil, com foco em infraestrutura, conectividade e crescimento baseado em investimentos.




