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“Ambição pessoal acima de tudo”: Sergio Moro recebe críticas após filiação no partido de Bolsonaro

O deputado estadual Requião Filho (PDT), pré-candidato ao governo do Paraná, aponta uma série de incoerências na trajetória política de Moro

Requião Filho e Sergio Moro (Foto: Orlando Kissner/Alep | Geraldo Magela / Agência Senado)

247 - A recente filiação de Sergio Moro no PL, partido de Jair Bolsonaro, desencadeou uma série de críticas pelo país. Opositores do ex-juiz destacaram o histórico de conflitos que Moro tem com a família Bolsonaro, o que o levou a deixar o Ministério da Justiça, em 2020, em meio a acusações de que o ex-presidente estaria interferindo no comando da Polícia Federal para evitar investigações contra Flávio Bolsonaro.

O deputado estadual Requião Filho (PDT), pré-candidato ao governo do Paraná e o nome apontado pelas pesquisas para enfrentar Moro em um segundo turno das eleições de 2026, divulgou um vídeo em suas redes sociais com duras críticas a Moro. Na publicação, o parlamentar questiona sua trajetória política e aponta uma série de incoerências em suas posições ao longo dos últimos anos.

No vídeo, Requião Filho afirma que as atitudes de Moro evidenciam motivações pessoais acima de projetos coletivos, destacando que ele “não faz política por ideologia, faz por ambição pessoal. Sérgio Moro não tem um projeto para o Brasil, um projeto para o Paraná”, diz um dos trechos da publicação.

Entre os principais pontos levantados, Requião Filho destaca a mudança de postura de Moro em relação à própria política. O ex-juiz, que anteriormente se apresentava como apolítico e crítico do sistema tradicional, hoje está inserido no cenário partidário e aliado a figuras que antes criticava, como Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, e Flávio Bolsonaro, investigado por rachadinhas enquanto ainda era deputado estadual do Rio de Janeiro.

"O ex-juiz, o justiceiro implacável, aquele que detonava Valdemar Costa Neto de cima a baixo, aquele que dizia ser apolítico e abominava a política, Sergio Moro negou a política, assim como Judas negou Jesus, Sergio Moro agora se revela. Faz parte da política com Valdemar Costa Neto, com o PL e com Flávio Rachadinha Bolsonaro", diz Requião Filho no vídeo. 

Outro ponto citado é a relação com Álvaro Dias, apontado como o padrinho responsável por impulsionar a entrada de Moro na política. Em 2022, Moro deixou o Podemos, filiado por Álvaro, e foi para o União Brasil como candidato à senador. Por ter uma tentativa de mudança de domicílio eleitoral negada pela Justiça Eleitoral, Moro se candidata ao Senado pelo Paraná, disputando com seu mentor.

Requião Filho conclui o vídeo reforçando críticas ao caráter e à coerência do senador, em um discurso que busca contrastar valores que representam o povo paranaense.

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