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Haddad critica privatização da Sabesp e diz que Tarcísio é "especialista em assinar contrato mal feito"

Petista critica concessões realizadas na gestão de Tarcísio e afirma que eventual governo poderá revisar contrato da Sabesp

Haddad chama privatização da Sabesp de "lambança" e diz que Tarcísio criou a "Enel da água" (Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP / Diogo Zacarias/MF / Gilberto Marques/GovSP / IA / Brasil 247)
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247 - O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, intensificou as críticas à privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Durante agenda pública, Haddad questionou contratos assinados pelo atual governador quando ele comandou o Ministério da Infraestrutura no governo de Jair Bolsonaro.

As declarações ocorrem em meio ao debate sobre os impactos da privatização da Sabesp, concluída em 2024, quando a Equatorial Participações e Investimentos adquiriu um bloco de 15% das ações da companhia por R$ 6,9 bilhões.

Ao comentar a trajetória de Tarcísio na área de infraestrutura, Haddad afirmou que diversos contratos precisaram ser revistos posteriormente pelo governo federal.

“Praticamente todos os contratos de concessão ferroviária do Tarcísio no Ministério dos Transportes tiveram que ser refeitos”, declarou o petista.

Em seguida, reforçou as críticas ao governador paulista: “Quase todos os contratos de concessão de ferrovia do Tarcisio como ministro tiveram que ser refeitos pelo Renan Filho, ministro atual, com o acompanhamento do Tribunal de Contas da União. Ele é especialista em assinar contrato mal feito”.

Tarcísio de Freitas ocupou o cargo de ministro da Infraestrutura entre 2019 e 2022, durante o governo Bolsonaro. Antes disso, também atuou como diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), entre 2011 e 2015.

Críticas à gestão da Sabesp

Haddad também voltou a questionar a privatização da Sabesp e a atuação da Equatorial após a operação de venda da companhia. Segundo ele, o processo apresentou problemas desde a elaboração do edital até a definição do investidor que assumiu participação relevante na empresa.

“Tudo mal explicado em relação a própria privatização, a maneira como eles construíram o edital, a desistência dos participantes até chegar num único participante, que é Equatorial, que vem se comportando muito mal frente ao consumidor do serviço público”, afirmou.

O ex-ministro da Educação tem defendido a análise detalhada do contrato firmado pela gestão estadual e já indicou que, em caso de vitória nas eleições, poderá revisar os termos da concessão. Segundo Haddad, qualquer avaliação futura passaria pela verificação das cláusulas de proteção aos consumidores antes de uma eventual reestatização da companhia.

As críticas ganharam força após episódios recentes envolvendo a Sabesp, entre eles o vazamento de gás registrado durante uma obra da empresa no bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital paulista.

Definição da chapa ainda depende de negociações

Além dos temas ligados à Sabesp, Haddad comentou as articulações para a composição de sua chapa ao governo estadual. O petista afirmou que a definição do nome para a vice-governadoria ainda não foi concluída e depende de conversas conduzidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com lideranças aliadas.

“Acredito que vai ser para logo. Depende um pouquinho da agenda do presidente [Lula], também, que quer conversar com os companheiros do PSB, sobretudo, tem mantido conversas com o João Campos também, com o Márcio [França], com a própria Simone [Tebet]. Mas eu penso que, tendo o presidente Lula, o vice-presidente [Geraldo] Alckmin na mesa, fica tudo mais fácil de resolver”, disse.

De acordo com Haddad, a principal dificuldade está relacionada às negociações internas do PSB.

“Por isso, a participação do vice-presidente [Alckmin] é importante”, destacou.

Nos bastidores, aliados do ex-prefeito de São Paulo apontam que a escolha do vice envolve divergências entre Simone Tebet e Márcio França. Ambos, assim como Marina Silva, são apontados como possíveis candidatos ao Senado, e uma definição dependeria da reorganização das candidaturas dentro do campo aliado.

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