'Tem viés político', diz família Coelho sobre operação da PF envolvendo a Codevasf
Ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o deputado Fernando Filho e aliados foram alvos de operação da PF por suspeita de desvios em emendas parlamentares
247 - O ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e o deputado Fernando Filho (União-PE), filho do ex-parlamentar, emitiram nesta quarta-feira (25) uma nota crítica a uma operação da Polícia Federal (PF) sobre supostos indícios de que a cúpula da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Pernambuco teria atuado sob influência direta da família Coelho, grupo político tradicional no estado. Outro alvo da ação policial é o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União). A PF investiga suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares envolvendo a prefeitura do município, que é a principal economia do Sertão pernambucano.
“Impossível não destacar o viés político desse tipo de operação, uma vez que jamais deixamos de prestar quaisquer informações aos órgãos de controle, sejam estaduais ou federais”, diz a nota emitida pelos Coelho. Segundo a PF, a influência da família Coelho foi determinante para o direcionamento de verbas federais. Parte dos recursos teria beneficiado empresas ligadas ao grupo político, em especial a Liga Engenharia, que acumulou mais de R$ 100 milhões em contratos de pavimentação em Petrolina desde 2017.
“A petição do STF para tudo o que vimos hoje, apresenta como motivação emendas parlamentares destinadas durante o mandato de Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, para a nossa terra, emendas estas que transformaram o município, que foi o que mais cresceu no Nordeste na última década, com a melhor qualidade de vida, indicadores educacionais e desenvolvimento humano”.
A família Coelho afirmou ter “a convicção que nossa força política é fundamental neste processo, reafirmamos que iremos continuar lutando para que mais recursos cheguem à cidade”.
“Petrolina não vai parar de crescer e nem voltar ao passado. Por meio da decisão do Ministro Flávio Dino, constatou-se que alguns fatos já foram objeto de apuração pelo STF com o consequente arquivamento (INQ 4513). Segundo consta na decisão do Ministro, a PGR manifestou-se contra as medidas postuladas pela polícia federal”, disse.
“As contas de Petrolina, aliás, estão devidamente regulares e aprovadas. Seguimos com tranquilidade e confiantes na Justiça brasileira. Nossa luta política não será abalada por perseguições de onde quer que elas venham”.


