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Prisão de ex-presidente do BRB é “assunto de Justiça”, diz Celina Leão

Governadora afirma que prisão de ex-presidente do BRB é assunto de justiça e destaca compromisso com transparência e colaboração institucional

Celina Leão (Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil)

247 - A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi classificada como um “assunto de justiça” pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão, ao comentar o caso ocorrido na manhã desta quinta-feira (16). A declaração ocorre em meio às investigações que apuram irregularidades envolvendo a instituição financeira e reforça a posição do governo local sobre a condução do processo.

De acordo com informações publicadas pelo Metrópoles, Celina Leão afirmou, por meio de nota, que a atual gestão tem adotado medidas para assegurar transparência e cooperação com as autoridades. “A atual gestão do Governo do Distrito Federal reafirma seu compromisso inegociável com a transparência, a legalidade e o respeito às instituições. Desde o primeiro momento, todas as providências cabíveis foram adotadas, com total colaboração junto às autoridades competentes”, declarou.

A governadora também ressaltou a continuidade das ações institucionais para esclarecer os fatos. “Seguiremos atuando com responsabilidade, rigor e absoluta clareza, garantindo que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos”, acrescentou.

A prisão de Paulo Henrique Costa ocorreu durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A ação investiga um esquema envolvendo a emissão e negociação de títulos de crédito falsos ligados ao Banco Master. Nesta etapa, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e em São Paulo. As apurações envolvem suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e atuação de organização criminosa.

Paulo Henrique Costa havia sido afastado da presidência do BRB em novembro do ano passado, no mesmo dia em que a Polícia Federal realizou diligências relacionadas ao caso. Desde então, o banco passou a ser comandado por Nelson Antônio de Souza, indicado para assumir a função após a decisão judicial.

A manifestação da governadora ocorre um dia depois de críticas feitas por ela ao governo federal em relação à crise enfrentada pelo banco. Segundo Celina Leão, não houve apoio para a recuperação da instituição. “O governo federal não deu nenhuma resposta. Nenhuma ajuda. Chegamos a pedir. Pedimos tudo. Acho que não tem é a boa vontade de fazer. Mas está tudo bem”, afirmou.

A situação do BRB se agravou após a revelação de um rombo bilionário associado a operações malsucedidas com ativos do Banco Master. Diante do cenário, o Governo do Distrito Federal adotou medidas para tentar reequilibrar as finanças da instituição.

Entre elas está a Lei Distrital nº 7.845/2026, sancionada em março deste ano, que autoriza o GDF a buscar empréstimos de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições financeiras, com possibilidade de oferecer imóveis como garantia. Nove propriedades foram inicialmente listadas, mas a governadora anunciou a retirada da Gleba A, localizada na Serrinha do Paranoá.

Apesar das medidas emergenciais, o banco ainda enfrenta dificuldades. Em 31 de março, o BRB não apresentou seu balanço dentro do prazo previsto. Segundo o presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza, a divulgação depende do resultado de uma auditoria forense que deverá indicar o prejuízo real decorrente das operações com o Banco Master.

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