HOME > Brasília

Conteúdo do celular de Vorcaro será lacrado e entregue às autoridades na presença de tabelião, afirma defesa

De acordo com advogados do ex-banqueiro, o procedimento busca preservar a confidencialidade dos dados e impedir vazamentos

Daniel Vorcaro (Foto: Divulgação )

247 - A defesa do empresário Daniel Vorcaro afirmou nesta terça-feira (3) que “o conteúdo extraído de seu telefone celular será disponibilizado pelas autoridades responsáveis pela investigação à defesa” do ex-banqueiro “em um disco rígido (hard drive) devidamente lacrado na presença de um tabelião”.  

“Esse material será deslacrado no momento oportuno, também na presença de um tabelião, e o conteúdo será acessado apenas pelo computador pessoal de Daniel Vorcaro, ficando assegurado seu sigilo, evitando-se vazamentos”, diz a nota.

A defesa sustenta que o procedimento busca preservar a confidencialidade dos dados e impedir qualquer divulgação indevida das informações armazenadas no aparelho. O acompanhamento por tabelião tanto no lacre quanto na abertura do disco rígido é apontado como forma de assegurar a cadeia de custódia do material.

Investigação da PF

Proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em 17 de novembro de 2025, no âmbito de uma operação que apura suspeitas de fraude envolvendo papéis comercializados pelo Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).

Onze dias após a detenção, o empresário foi colocado em liberdade por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O Ministério Público Federal recorreu da decisão e solicitou a manutenção da prisão.

De acordo com os investigadores, o Banco Master emitia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) oferecendo rendimentos de até 40% acima da taxa básica de mercado. Conforme as apurações iniciais, o retorno prometido aos clientes não existia.

A Polícia Federal estimou inicialmente que o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões. Outras projeções apontam que o volume total pode ter alcançado até R$ 17 bilhões.

Ainda no ano passado, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do conglomerado financeiro, medida que marcou o aprofundamento da crise envolvendo a instituição.

Artigos Relacionados